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Vendas no varejo dos EUA sobem em julho menos que o esperado

WASHINGTON (Reuters) - As vendas no varejo nos Estados Unidos aumentaram menos do que o esperado em julho, já que os consumidores reduziram as compras de veículos motorizados, e podem desacelerar ainda mais nos próximos meses devido ao aumento das infecções por Covid-19 e à redução no pagamento de auxílio-desemprego.

Shopping reabre em Syracuse, Nova York REUTERS/Maranie Staab

O relatório do Departamento do Comércio divulgado nesta sexta-feira, no entanto, não alterou expectativas de que os gastos do consumidor se recuperarão neste trimestre após um colapso recorde no segundo trimestre.

As vendas varejistas aumentaram 1,2% no mês passado, depois de avançarem 8,4% em junho. Economistas consultados pela Reuters projetavam alta de 1,9% em julho.

As vendas no varejo têm se recuperado à medida que empresas retomaram operações após serem fechadas em meados de março, em um esforço para conter a propagação da doença respiratória. As infecções por coronavírus continuam a se espalhar pelos Estados Unidos, forçando autoridades em alguns dos pontos críticos a fechar empresas novamente ou interromper o processo de reabertura.

A doença respiratória causada pelo vírus deixou os consumidores com receio de frequentar lugares como restaurantes e shoppings, reduzindo os gastos.

A desaceleração das vendas no varejo em julho foi conduzida por um declínio de 1,2% na receita de concessionárias de automóveis. Isso após uma aceleração de 6,1% em junho. Os consumidores também cortaram gastos relacionados a hobbies, como instrumentos musicais e livros, bem como despesas em lojas de materiais de construção.

Contudo, elevaram as compras em lojas de eletrônicos e eletrodomésticos, que dispararam 22,9%, provavelmente refletindo a forte demanda, já que muitos norte-americanos estão trabalhando em casa.

Os gastos com restaurantes e bares subiram 5,0%, embora o ritmo tenha desacelerado em comparação à alta de 26,7% registrada em junho. As vendas no varejo por correio e internet aumentaram 0,7%. As vendas em lojas de móveis mostraram estabilidade. A receita em lojas de roupas avançou 5,7%.

Excluindo automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços de alimentação, as vendas no varejo cresceram 1,4% em julho, após alta de 6,0% em junho. Este é o chamado núcleo das vendas no varejo, que corresponde mais de perto ao componente de gastos do consumidor do Produto Interno Bruto (PIB).

Os gastos do consumidor colapsaram a um ritmo anualizado de 34,6% no segundo trimestre. Isso fez com que o PIB despencasse a uma taxa de 32,9% no último trimestre, o maior declínio na produção desde que o governo começou a manter os registros, em 1947.

As vendas no varejo podem perder ainda mais impulso, já que dezenas de milhões de desempregados perderam um complemento semanal de auxílio-desemprego de 600 dólares no final de julho, que representava 20% da renda pessoal e ajudava na compra de alimentos e no pagamento de contas. O presidente Donald Trump assinou no sábado uma série de decretos, incluindo um que prorrogou esse adicional de ajuda, embora tenha reduzido o pagamento semanal para 400 dólares.

Mas os Estados, que são obrigados a cobrir 100 dólares do complemento, estão sob uma enorme pressão fiscal devido à pandemia. Os 300 dólares restantes serão financiados por um programa limitado de ajuda emergencial a desastres, que os economistas estimam que pode se esgotar no início de setembro.

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