for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up

Brasil espera ter em 2021 reconhecimento de mais áreas livres de aftosa sem vacinação

Criação de gado em Mato Grosso 07/09/2011 REUTERS/Paulo Whitaker

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil espera ter reconhecimento de novas áreas livres de aftosa sem vacinação, incluindo regiões dos Estados de Mato Grosso e Amazonas, em maio de 2021, o que potencialmente ampliaria o número de unidades da federação a exportar uma carne mais valorizada no mercado internacional, informou o Ministério da Agricultura nesta sexta-feira.

A pasta disse ainda em nota que publicou nesta sexta-feira, no Diário Oficial da União, a Instrução Normativa nº 52, que reconhece como livres de febre aftosa sem vacinação os Estados do Acre, Paraná, Rio Grande do Sul e Rondônia.

Além disso, instrução reconhece como áreas livres de aftosa sem vacinação regiões do Amazonas (Apuí, Boca do Acre, Canutama, Eirunepé, Envira, Guajará, Humaitá, Itamarati, Ipixuna, Lábrea, Manicoré, Novo Aripuanã, Pauini e parte do município de Tapauá) e de Mato Grosso, compostas pelo município de Rondolândia e partes de Aripuanã, Colniza, Comodoro e Juína.

Mais cedo nesta semana, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) havia comentado à Reuters que o Brasil reconheceria as novas áreas livres de aftosa sem vacinação, ressaltando que este é o primeiro passo para o aval pela Organização Internacional da Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês).

“Mais de 40 milhões de cabeças estarão prontas para exportação para mercados mais exigentes. O Brasil já é livre de aftosa com vacinação, mas esse bloco será livre sem vacinação. E isso deve melhorar o valor dos produtos desses locais para exportar para mercados como Japão, Coreia do Sul, que são mais exigentes e que não aceitam a carne bovina vacinada”, disse em nota a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em nota.

O processo de transição de zonas livres de febre aftosa com vacinação para livre sem vacinação está previsto no Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (Pnefa).

“O reconhecimento nacional pelo Mapa é um dos passos para alcançar o reconhecimento internacional junto à OIE. A expectativa é de termos esse reconhecimento pela organização em maio de 2021 para esses Estados”, disse o diretor do Departamento de Saúde Animal do ministério, Geraldo Moraes.

Atualmente, no Brasil, apenas Santa Catarina possui a certificação internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação.

A norma publicada pelo ministério entra em vigor no dia 1º de setembro.

Por Roberto Samora

for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up