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Safras de soja, milho e trigo da Argentina cairão em 2020/21, prevê bolsa

BUENOS AIRES (Reuters) - A safra de soja da Argentina 2020/21 deverá atingir 46,5 milhões de toneladas, estimou nesta quarta-feira a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, que apontou também projeções de 47 milhões de toneladas para o milho e de 17,5 milhões de toneladas para o trigo.

Colheita de soja em Chivilcoy, Argentina 08/04/2020 REUTERS/Agustin Marcarian

As três projeções indicam safras inferiores às obtidas na temporada passada. Em 2019/20 o país colheu 49,6 milhões de toneladas de soja, 50 milhões de toneladas de milho e 18,8 milhões de toneladas de trigo.

As estimativas, apresentadas em uma conferência com analistas, foram feita em momento em que produtores sofrem os efeitos de uma versão fraca do fenômeno climático La Niña.

O plantio da oleaginosa, principal produto agrícola em valor do país vizinho, deve começar no próximo mês no cinturão do Pampa, enquanto a semeadura de milho teve início neste mês.

A atípica falta de chuvas no país fez com que as expectativas de plantio passassem a favorecer o milho tardio em detrimento da soja, disseram analistas da bolsa, à medida que agricultores atrasam a semeadura na tentativa de tirar proveito das precipitações esperadas para o final deste ano.

Enquanto isso, a safra de trigo da Argentina 2020/21, cuja colheita deve começar em dezembro, foi estimada em 17,5 milhões de toneladas, ante 21 milhões na previsão de maio, segundo a bolsa.

O cereal do país, principal fornecedor do produto ao Brasil, foi atingido por problemas climáticos, como o tempo seco.

“A situação é crítica” para o trigo 2020/21, disse Esteban Copati, analista-chefe da entidade.

Para o restante do ano, a Argentina deverá estar sujeita à seca relacionada ao fenômeno La Niña. Mas o efeito tende a ser relativamente moderado, de acordo com o meteorologista local Eduardo Sierra, que participou da conferência.

“A temporada está problemática, mas não a ponto do que aconteceria no caso de um La Niña forte”, afirmou Sierra.

Por Maximilian Heath e Hugh Bronstein

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