October 18, 2010 / 10:21 AM / 9 years ago

FGV vê IGPs abaixo de 1% a partir de novembro

SÃO PAULO (Reuters) - O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) subiu 1,15 por cento em outubro, após alta de 1,12 por cento em setembro, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta segunda-feira, acrescentando prever leituras abaixo de 1 por cento a partir de novembro.

Analistas ouvidos pela Reuters previam uma alta de 1 por cento, segundo a mediana de 10 respostas que ficaram entre 0,92 e 1,18 por cento.

“Uma desaceleração a partir de novembro já seria razoável de pensar”, disse a jornalistas o economista da FGV Salomão Quadros. “Um por cento é uma taxa alta e não é normal. É uma taxa pressionada.”

No IGP-10 de outubro, os alimentos foram os vilões com destaque para o feijão, que subiu 43,03 por cento ante queda de 7,71 por cento em setembro. O produto sozinho contribuiu com 0,38 ponto percentual da aceleração no atacado. que foi de 0,28 ponto percentual.

“Houve uma perda na terceira safra de feijão na Bahia e o Brasil começou a importar da China”, explicou Quadros. “Apesar da violência da alta do feijão e dos alimentos, ela está muito concentrada. Toda vez que a aceleração é muito forte a descida costuma ser rápida.”

A FGV acrescentou que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) avançou 1,51 por cento nesta leitura, ante 1,63 por cento na anterior.

O IPA agrícola saltou 5,54 por cento, contra alta anterior de 3,55 por cento.

As maiores altas de preços no atacado foram de milho em grão, feijão em grão, bovinos, aves e soja em grão.

Itens com forte peso no IPA, como trigo e soja, já começaram a ceder no atacado, o que pode contribuir para a futura desaceleração dos IGPs. “Alguns agropecuários já atingiram seu pico e começam a declinar. São produtos que também ajustam seus preços com rapidez. Isso vale também para as carnes”, afirmou Quadros.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,55 por cento em outubro, contra 0,11 por cento em setembro.

Os preços do grupo Alimentação avançaram 1,07 por cento, depois de caírem 0,05 por cento. Os de Vestuário aceleraram a alta para 1,14 por cento nesta leitura, contra 0,10 por cento na anterior.

“O efeito da alimentação é o principal (fator de pressão), mas está ficando menor. A alimentação chegou a responder por 90 por cento do IPC e agora responde pro cerca de 70 por cento”, disse Quadros.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve elevação de 0,20 por cento em outubro, frente a 0,13 por cento em setembro.

No ano e nos últimos 12 meses, o IGP-10 acumulou alta de 8,51 por cento.

Reportagem de Vanessa Stelzer e Rodrigo Viga Gaier

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