October 19, 2010 / 6:50 PM / 9 years ago

Odebrecht O&G recebe aporte de US$400 mi de Cingapura

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Odebrecht Óleo e Gás (OOG), divisão para o setor de petróleo do conglomerado Odebrecht, recebeu um aporte de 400 milhões de dólares da Temasek Holdings, fundo soberano de Cingapura, informou a empresa brasileira nesta terça-feira.

Com o investimento, a Temasek irá deter participação na Odebrecht Óleo & Gás de 14,3 por cento, informou o presidente da OOG, Miguel Gradin, que não descartou uma futura abertura de capital da companhia. A Odebrecht ficou com 85,7 por cento das ações.

“Nesse momento optamos pela parceria que nos capitaliza a curto e médio prazo, mas, diante de novos contratos, novos serviços, se houver a necessidade de mais capital pode se seguir via capitalização privada ou pública”, explicou Gradin.

A OOG tem uma carteira de encomendas da ordem de 3,4 bilhões de dólares e prevê investir 3,5 bilhões de dólares nos próximos três anos. Entre os compromissos da empresa em andamento está a construção de 5 sondas para a Petrobras, com três entregas previstas para 2011 e duas em 2012.

“Até 2013 nosso objetivo é dobrar essa frota”, informou o executivo, que além das cinco sondas possui em carteira a operação de uma plataforma flutuante no Mar do Norte para a Conoco-Philips há 13 anos.

Visando objetivamente o pré-sal, a OOG foi criada há 5 anos para fornecer equipamentos e serviços em águas profundas e se especializou no segmento “subsea”.

“Somos a primeira empresa nacional que entra no setor de subsea, vamos servir ao cliente em toda cadeia do upstream”, disse o executivo, referindo-se a instalações de infraestrutura submarina, como lançamento de dutos rígidos e flexíveis no fundo do mar para interligar poços.

Fora do Brasil o foco da OOG será o Golfo do México e a costa de Angola, ressaltou Gradin.

A Temasek Holdings figura entre os dez maiores fundos soberanos do mundo, com um portfólio de investimentos de aproximadamente 133 bilhões de dólares.

Para o representante da Temasek, Matheus Villares, o investimento na OOG no Brasil só tende a aumentar e outros setores poderão receber investimentos.

“Estamos olhando sempre tudo, olhamos agronegócio, infraestrutura, varejo...”, disse Villares sem querer antecipar se mais algum negócio será fechado em breve no país.

O acordo levou cinco meses para ficar pronto e segundo os executivos tem como pano de fundo a estabilidade econômica do Brasil nos últimos anos. Segundo o presidente da OOG, nem a mudança de governo deve perturbar as projeções de crescimento da economia.

“A estabilidade vai continuar no Brasil, independente da questão política”, afirmou Gradin.

O setor de petróleo do Brasil deverá apresentar grande crescimento nos próximos anos, principalmente devido aos projetos para a exploração das reservas gigantes do pré-sal.

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