October 20, 2010 / 11:22 AM / 8 years ago

Alimentos respondem por 63% da alta do IPCA-15 no mês

SÃO PAULO (Reuters) - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) dobrou em outubro, em razão, sobretudo, de maiores custos de alimentos.

O indicador subiu 0,62 por cento em outubro, após alta de 0,31 por cento em setembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

Analistas consultados pela Reuters previam uma alta de 0,54 por cento, de acordo com a mediana de 18 respostas que variaram de 0,40 a 0,60 por cento.

Segundo cálculos de economistas, a média dos três núcleos do IPCA-15 apontou alta de 0,50 por cento em outubro, ante 0,36 por cento em setembro.

O IBGE acrescentou que os custos do grupo Alimentação e bebidas subiram 1,70 por cento em outubro, bem acima da alta de 0,30 por cento de setembro, respondendo por 63 por cento do índice.

As carnes tiveram a maior contribuição de alta para o IPCA-15 do mês, de 0,11 ponto percentual, com avanço de 4,93 por cento.

“O consumidor passou a pagar mais caro também pelo frango (5,69 por cento), macarrão (2,68 por cento), pão francês (2,53 por cento) e biscoito (1,51 por cento), sendo que o feijão carioca chegou a custar 24,56 por cento a mais”, disse o IBGE em nota.

Outros grupos também pressionaram o IPCA-15: os preços de Habitação aceleraram a alta para 0,49 por cento em outubro contra 0,32 por cento em setembro, enquanto os de Artigos de residência subiram 0,70 por cento agora contra variação positiva anterior de 0,18 por cento.

Os preços de Vestuário passaram de avanço de 0,50 por cento em setembro para 0,62 por cento neste mês, e os de Despesas Pessoais subiram 0,63 por cento agora, contra elevação anterior de 0,34 por cento.

Já os custos de Transportes passaram para queda, de 0,07 por cento, após subirem 0,33 por cento no mês passado.

No ano até outubro, o IPCA-15 acumulou alta de 4,17 por cento e nos últimos 12 meses, de 5,03 por cento.

O IPCA-15 é o último dado de inflação divulgado antes de o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciar sua decisão sobre a taxa de juro brasileira, a Selic, após o fechamento dos mercados nesta quarta-feira. Segundo pesquisa da Reuters, os analistas esperam estabilidade em 10,75 por cento.

Reportagem de Vanessa Stelzer

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