October 28, 2010 / 10:53 AM / 8 years ago

Lucro do Santander Brasil cresce 31,4% no 3o tri

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - O Santander Brasil reportou lucro líquido de 1,93 bilhão de reais no terceiro trimestre, um aumento de 31,4 por cento em relação ao obtido em igual período do ano passado, segundo a norma contábil internacional (IFRS).

No padrão brasileiro de contabilidade, o lucro do período ficou em 1,826 bilhão de reais, ante ganho reportado de 1,275 bilhão de reais no mesmo intervalo de 2009. A expectativa média de nove analistas consultados pela Reuters apontava para lucro de 1,740 bilhão de reais.

Assim como fizera o Bradesco na véspera, ao abrir a temporada de balanços do setor financeiro do período, a filial do banco espanhol no país também teve seus resultados incrementados pela combinação de mais crédito e menos calotes.

A carteira de financiamentos do Santander Brasil atingiu 159,085 bilhões de reais em setembro (em BR GAAP), um aumento de 16,8 por cento em 12 meses. O movimento foi puxado pelos financiamentos para grandes empresas, que cresceram 20,9 por cento, e de pessoas físicas, com incremento de 19,1 por cento.

“O Brasil está num cenário único”, disse o vice-presidente executivo de Finanças da instituição, Carlos Galán, em teleconferência com jornalistas. “O crescimento do crédito foi muito satisfatório.”

Ao mesmo tempo em que elevou a concessão de empréstimos, o banco viu a taxa de inadimplência cair. Os créditos vencidos há mais de 90 dias representavam 4,2 por cento do total da carteira de crédito, pela norma contábil brasileira. Um ano antes, esse índice era de 6,5 por cento.

Diante dessa tendência de melhora da qualidade da carteira, as provisões do banco para perdas com crédito declinaram 22,3 por cento, somando 1,866 bilhão de reais, ante 2,403 bilhões de reais um ano antes.

Em outra frente, a filial do banco espanhol no Brasil obteve receitas com serviços de 1,481 bilhão de reais, ante 1,262 bilhão de reais um ano antes, também pelo BR GAAP. Esse avanço refletiu, entre outros fatores, o avanço do grupo no setor de cartões, cuja carteira cresceu 26 por cento no espaço de 12 meses encerrado em setembro (em IFRS).

Para o ano que vem, o Santander Brasil prevê expansão em torno de 18 por cento de sua carteira de crédito. “Esta é a previsão da Febraban e acho que é um bom parâmetro para nós”, disse Galán.

O tom otimista, no entanto, não foi acompanhada pelo mercado. Em relatório, a Itaú Securities disse que os resultados do Santander Brasil vieram um pouco abaixo das estimativas, e previu que o banco seguirá tendo margens menores que seus concorrentes. Por isso, manteve recomendação de venda para as ações.

Na Bovespa, a unit do Santander Brasil caía 1,17 por cento, a 24,59 reais, às 13h43. No mesmo instante, o Ibovespa subia 0,1 por cento.

AJUDA PARA MATRIZ

A sucessão de trimestres com resultados positivos no Brasil, num momento em que o grupo Santander enfrenta dificuldades em países que pelejam para fugir da recessão, tem levado a unidade brasileira a ocupar fatias crescentes nos resultados do conglomerado.

Nos nove primeiros meses de 2010, o lucro no Brasil representou 25 por cento do resultado global do Santander. Um ano antes, esse percentual era de 20 por cento.

Em Madri, o Santander, que é o maior banco da zona do euro, anunciou pela manhã que teve uma queda de 9,8 por cento no lucro líquido de nove meses, provocada, entre outros fatores, por regras espanholas mais rígidas depois de uma grave crise imobiliária que provocou a pior recessão na Espanha em meio século.

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