May 22, 2012 / 8:58 PM / 7 years ago

Abertura do shopping JK Iguatemi continua indefinida

SÃO PAULO, 22 Mai (Reuters) - O shopping JK Iguatemi, no cruzamento das avenidas Juscelino Kubitschek e Nações Unidas, na capital paulista, segue sem previsão de quando abrirá as portas, mais de um mês após a inauguração do empreendimento ter sido barrada pela Justiça.

“A WTorre ainda não recebeu nenhum documento da Prefeitura (de São Paulo) que libere a abertura do shopping... não mudou nada até agora, nem há previsão. Ninguém na Prefeitura mencionou prazo”, disse à Reuters nesta terça-feira a assessoria de imprensa da WTorre, construtora responsável pelo projeto.

A construtora ainda aguarda o Termo de Recebimento e Aceitação Parcial (Trap), emitido pela Secretaria Municipal de Transportes (SMT), que permitiria o funcionamento do empreendimento, apesar das obras solicitadas pela Prefeitura no entorno do empreendimento ainda não terem sido concluídas.

Para o shopping entrar em funcionamento, a Prefeitura exigiu a construção de um viaduto entre a avenida Juscelino Kubistchek e a Marginal Pinheiros, a criação de faixa adicional num trecho da marginal, o prolongamento da ciclovia à beira do rio e a construção de uma passarela interligando a ciclovia ao Parque do Povo.

Segundo a assessoria da WTorre, estão pendentes a passarela e o viaduto. Este último deve ser concluído em outubro, segundo informou a assessoria da WTorre. Após ter desembolsado 55 milhões de reais na primeira fase das obras, a WTorre deve gastar outros 42 milhões de reais, sendo que parte deste valor já foi destinado à ciclovia.

Na sexta-feira, a Procuradoria Geral do Município emitiu parecer, a pedido da SMT, reiterando a decisão de não expedir o Trap, após a WTorre ter alegado que houve “causas supervenientes que impediram a realização das obras mitigadoras de trânsito antes de o shopping ser concluído”. No mesmo parecer, foi considerada uma redivisão das etapas de entrega da obra.

“A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) fará um novo estudo relacionando todas as medidas mitigadoras já entregues, referentes à primeira etapa do empreendimento (o prédio do Banco Santander), o impacto dessas obras no trânsito local e que medidas mitigadoras são necessárias para a emissão do Trap específico do shopping”, afirmou a nota da SMT.

Se liberado, o Trap permitirá à construtora solicitar o “Habite-se” junto à Prefeitura que, por sua vez, terá dez dias para liberá-lo. Só então o shopping terá permissão para entrar em funcionamento.

No início deste mês, Carlos Jereissati Filho, presidente-executivo da Iguatemi, administradora do empreendimento, disse em teleconferência que o impasse deveria ser solucionado ainda este mês.

“Estamos bastante seguros que teremos uma solução para este caso ainda em maio”, afirmou o executivo, acrescentando que a empresa está “bastante segura em não ter problemas em larga escala”, se referindo ao bom relacionamento com os lojistas.

Nesta terça-feira, a Iguatemi informou, por meio da assessoria de imprensa, que segue aguardando a liberação do Trap e que não há nada definido.

A inauguração do JK Iguatemi estava prevista inicialmente para 19 de abril. Mas, cerca de um mês antes, o Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu liminar proibindo a abertura, devido à não conclusão das obras para desafogar o trânsito na região.

A rigor, as obras teriam de ser entregues juntamente com a abertura do empreendimento, mas a aprovação das mesmas entrou na fila da Prefeitura. A licença final para construir o viaduto, segundo a WTorre, foi expedida apenas em 25 de abril, quase uma semana após a data prevista para inauguração do shopping. A WTorre entrou com pedido do Trap em janeiro.

Com quatro pisos de lojas e estimativa de público diário de 20 mil pessoas, o shopping JK Iguatemi tem área bruta locável de 35.246 metros quadrados e teve investimentos de 322,3 milhões de reais. O complexo conta ainda com duas torres comerciais.

O empreendimento ganhou destaque por abrigar a chegada de cerca de 30 marcas inéditas no país, como Top Shop, Chanel Beaute, Prada e Dolce & Gabbana Tory Burch.

Por Vivian Pereira

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