7 de Novembro de 2012 / às 13:22 / em 5 anos

PIB da zona do euro ficará estável em 2013; recupera-se em 2014--UE

Por Jan Strupczewski

Escultura do símbolo do Euro é vista em frente à sede do Banco Central Europeu, em Frankfurt. A economia da zona do euro terá um pequeno crescimento no ano que vem, mas irá se recuperar em 2014. 06/11/2012 REUTERS/Lisi Niesner

BRUXELAS, 7 Nov (Reuters) - A economia da zona do euro terá um pequeno crescimento no ano que vem, mas irá se recuperar em 2014, informou nesta quarta-feira a Comissão Europeia, prevendo crescimento mais lento do que os governos esperam em todas as maiores economias do bloco.

O braço executivo da União Europeia (UE) informou que a economia dos 17 países que compartilham o euro irá crescer apenas 0,1 por cento em 2013, depois de uma contração maior do que a previamente estimada este ano, de 0,4 por cento, como resultado da crise da dívida soberana.

O crescimento deve se recuperar para 1,4 por cento em 2014, com as reformas estruturais implementadas começando a dar frutos, informou a Comissão.

“O agravamento da crise da dívida soberana no primeiro semestre do ano, com o aumento das preocupações do mercado sobre a viabilidade de longo prazo da zona do euro, e as respostas negativas entre as pressões de financiamento dos bancos e a atividade econômica... são as principais razões para o decepcionante desempenho do crescimento em 2012”, afirmou a Comissão.

O fraco ponto de partida irá manter o crescimento baixo para não-existente em 2013, disse o órgão, e qualquer expansão acontecerá principalmente por causa das exportações líquidas, que se beneficiarão de uma recuperação da demanda global.

A demanda doméstica não dará contribuição ao crescimento até 2013, ao passo que as famílias diminuem os gastos em meio ao alto desemprego e aos impostos mais altos como parte dos esforços de consolidação fiscal dos governos.

Os cortes de gastos dos governos, feitos para retomar a confiança do mercado, trará o déficit orçamentário total da área para 3,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, ante 4,1 por cento em 2011. O déficit cairá mais, para 2,6 por cento no ano que vem e para 2,5 por cento em 2014, segundo a Comissão.

“A Europa está passando por um processo de reequilíbrio macroeconômico difícil, que irá durar algum tempo”, afirmou o comissário de Assuntos Econômicos e Monetários da UE, Olli Rehn.

“A Europa tem que continuar a combinar políticas fiscais fortes com reformas estruturais para criar as condições de crescimento sustentável para diminuir o desemprego dos atuais níveis inaceitáveis”, disse ele.

A Comissão fez previsões de crescimento menos otimistas para todos os grandes países da zona do euro em relação às estimativas de seus governos.

A Alemanha, a maior economia europeia, irá crescer 0,8 por cento em 2012 como Berlim espera, mas apenas 0,8 por cento em 2013, em vez da estimativa de 1 por cento do governo, informou a Comissão.

A economia número dois do bloco, a França, crescerá apenas 0,2 por cento este ano, 0,4 por cento em 2013 e 1,2 por cento em 2014, em vez das previsões de Paris de 0,3, 0,8 e 2,0 por cento, respectivamente.

O déficit orçamentário francês ficará em 4,5 por cento do PIB este ano e em 3,5 por cento em 2013 e 2014, a menos que as políticas mudem, em vez de 3,7 por cento este ano e 2,5 por cento e 2,0 por cento projetados por Paris para 2013 e 2014.

ITÁLIA MELHOR QUE ESPANHA

A Itália irá contrair 0,5 por cento no ano que vem, depois de uma recessão de 2,3 por cento em 2012, mais que o dobro da queda de 0,2 por cento que Roma prevê para o ano que vem.

O déficit orçamentário italiano irá diminuir para apenas 2,1 por cento no ano que vem, sem uma mudança da política, em vez de 1,8 por cento esperado pela Itália.

A Espanha, sob pressão do mercado para buscar ajuda do fundo de resgate da zona do euro, irá sofrer uma recessão quase três vezes mais profunda --de 1,4 por cento em 2013 em vez de contração de 0,5 por cento prevista por Madri--, a menos que haja ações adicionais.

O déficit orçamentário da Espanha não irá atingir as metas, caindo para 6,0 por cento em 2013 ante 8,0 por cento previstos para este ano, e subindo para 6,4 por cento em 2014, informou o braço executivo da UE.

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