1 de Janeiro de 2013 / às 15:47 / em 5 anos

Senado dos EUA aprova acordo sobre "abismo fiscal"

WASHINGTON, 1 Jan (Reuters) - O Senado norte-americano tirou a economia dos Estados Unidos da beira do chamado “abismo fiscal” nesta terça-feira, votando para evitar iminentes aumentos de impostos e cortes de gastos, em um acordo bipartidário que pode ainda enfrentar desafios na Câmara dos Deputados.

Líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnel, retorna a seu escritório após votação sobre lei do "abismo fical", em Washington. O Senado norte-americano tirou a economia dos Estados Unidos da beira do "abismo fiscal" nesta terça-feira, votando para evitar iminentes aumentos de impostos e cortes de gastos, em um acordo bipartidário que pode ainda enfrentar desafios na Câmara dos Deputados. 01/12/2013 REUTERS/Jonathan Ernst

Em uma rara sessão de Ano Novo por volta das 2h horário local (5h horário de Brasília), senadores votaram em 89 a favor e 8 contra para elevar alguns impostos sobre os mais ricos, com a continuação de taxas mais baixas para a classe média, o que tem acontecido durante uma década.

Mas a medida pouco fez para lidar a respeito de altos déficits orçamentários que ajudaram a levar a dívida dos EUA para 16,4 trilhões de dólares.

O acordo aconteceu tarde demais para o Congresso cumprir seu próprio prazo na véspera do Ano Novo para aprovar leis para evitar 600 bilhões de dólares em aumentos de impostos e cortes de impostos que, praticamente, entraram em efeito nesta terça-feira.

Mas com o feriado de Ano Novo, não houve impacto real e o Congresso ainda tem tempo de desenhar uma legislação, aprová-la e colocá-la em prática para evitar medidas fiscais duras.

A lei vai precisar do apoio da Casa, onde muitos dos Republicanos que a controlam reclamam que o presidente Barack Obama tem mostrado pouco interesse em cortar os gastos governamentais e está mais preocupado em elevar os impostos.

Todas as atenções estão agora voltadas para a Câmara que deve realizar uma sessão na terça-feira a partir de meio-dia local (15h horário de Brasília).

Obama pediu que a Casa aja rapidamente e siga o exemplo do Senado.

“Enquanto nem democratas ou republicanos receberam tudo o que queriam, este acordo é a coisa certa a fazer para o nosso país e da Câmara deve aprová-lo sem demora”, disse Obama em um comunicado.

“Há mais trabalho a fazer para reduzir nossos déficits, e estou disposto a fazê-lo. Mas o acordo de hoje garante que, daqui para frente, vamos continuar para reduzir o déficit através de uma combinação de novos cortes de gastos e novas receitas dos americanos mais ricos ”, acrescentou.

Os parlamentares estavam gratos pelos mercados financeiros estarem fechados, o que lhes dá uma nova chance de tentar sair do “abismo fiscal”.

Mas se eles não aprovarem a legislação nos próximos dias, os mercados tendem a se preocupar. A economia dos EUA, ainda se recuperando da crise 2008/2009, poderia estagnar novamente caso o Congresso não conserte os problemas orçamentários.

Um novo prazo informal para a decisão do congresso é na quarta-feira, quando o atual corpo de representantes será substituído por um novo Congresso escolhido nas eleições de novembro.

O projeto de lei do Senado, acordado após longas negociações durante a noite de Ano Novo entre o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, e o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnel, também adia por dois meses o “sequestro” de 109 bilhões de dólares em cortes de gastos sobre programas militares e domésticos.

Ela estende o seguro-desemprego para 2 milhões de pessoas por um ano e torna permanente uma emenda alternativa sobre imposto mínimo que estava prestes a expirar, protegendo americanos de média renda de serem tributados como se fossem ricos.

Por David Lawder e Richard Cowan; Reportagem adicional de Richard Cowan, Mark Felsenthal, Rachelle Younglai, Kim Dixon e Jeff Mason

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