17 de Janeiro de 2013 / às 14:32 / em 5 anos

Abear espera alta entre 9% e 9,5% na demanda aérea em 2013

SÃO PAULO, 17 Jan (Reuters) - A Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear) espera um crescimento de 9 a 9,5 por cento na demanda do setor aéreo brasileiro em 2013, dependendo do desempenho da economia nacional.

“Se nós ficamos com 7 (por cento de crescimento em 2012), imagino que a gente pode chegar a 9 ou 9,5 por cento, sempre condicionado ao crescimento do PIB”, disse Eduardo Sanovicz, presidente da Abear, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira.

Ele acrescentou que a expectativa considera um crescimento de cerca de 3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Em 2012, a demanda cresceu 7,14 por cento ante 2011, segundo a associação, que considera os dados de Avianca, Azul, Trip, Gol e TAM. Em dezembro, a demanda cresceu 7,1 por cento, ante novembro .

Já a oferta de assentos teve alta de 3,12 por cento em 2012, e de 5,1 por cento em dezembro, ante novembro.

Entre as empresas, Azul teve alta de 15,95 por cento, enquanto a TAM registrou aumento de 6,64 por cento. A Gol, em processo de redução de oferta após o fim das operações da WebJet, teve queda de 0,14 por cento no período.

Sanovicz acredita que Gol e TAM devem seguir ajustando a oferta neste ano, enquanto Azul e Trip, em processo de fusão, tendem a ampliar, assim como a Avianca, que registra aumento na frota.

Segundo a Abear, a taxa de ocupação das empresas associadas ficou em 72,96 por cento em 2012, com o embarque de 75 milhões de passageiros.

“Esses 75 milhões é algo em torno de 0,45 viagem por ano, por habitante, o que indica uma penetração ainda muito baixa do mercado aéreo brasileiro. Em países com dimensões comparáveis às do Brasil, como Canadá, Estados Unidos e Austrália costumam ter em torno de 2 a 2,5 (viagens por habitante). Ainda tem muito para o transporte aéreo crescer no Brasil”, disse Adalberto Febeliano, consultor técnico na Abear.

CUSTOS

Embora a perspectivas sejam de aumento na demanda e na oferta de algumas empresas, os custos deverão continuar pressionado as empresas em 2013.

“O custo de combustível seguirá sendo em 2013 o ponto principal da nossa agenda de debates com o governo, considerando que a Petrobras é o maior fornecedor. Seguiremos colocando nossa demanda no sentido de construir um outro processo de precificação”, afirmou Sanovicz.

Segundo ele, a associação já se reuniu com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para discutir o preço do combustível, e agora espera se reunir com o Ministério da Fazenda.

“Nós precisaríamos ter uma conversa mais próxima com a Fazenda. Essa conversa está solicitada por nós e imaginamos que até o carnaval, nós vamos ter essa conversa”.

Ainda assim, Sanovicz ressaltou que algumas medidas já tomadas pelo governo devem ter impacto positivo nos custos, como a desoneração da folha de pagamento para o setor, a isenção de tarifas e congelamento do aumento de outras tarifas em meio ao plano de concessão de aeroportos e incentivo à aviação regional.

“A inserção do setor no Plano Brasil Maior, no que diz respeito aos custos de folha de pagamento, no qual o setor aéreo entra na alíquota de 1 por cento. A segunda questão é o anúncio que zerou os aumentos de duas tarifas que pagamos, uma espécie de pedágio que o avião paga para voar. Elas haviam sido reajustadas em mais de 70 por cento de 2011 para 2012, e seriam reajustadas em 83 por cento em 2013, e foram zeradas”, explicou.

Segundo ele, o congelamento dessas tarifas irá representar uma economia de 320 milhões de reais para o setor em 2013.

Por Roberta Vilas Boas

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