18 de Janeiro de 2013 / às 09:42 / em 5 anos

Economia chinesa registra menor crescimento anual desde 1999

Por Kevin Yao e Aileen Wang

Operário trabalha em obra em área residencial de Xangai, na China. A economia da China cresceu em seu ritmo mais lento em 13 anos em 2012, mas a aceleração registrada no quarto trimestre apoiada por gastos com infraestrutura e um salto no comércio sinalizou que as bases para uma expansão sustentável que Pequim diz ser vital para a reforma econômica pode estar à vista. 18/01/2013 REUTERS/Aly Song

PEQUIM, 18 Jan (Reuters) - A economia da China cresceu em seu ritmo mais lento em 13 anos em 2012, mas a aceleração registrada no quarto trimestre apoiada por gastos com infraestrutura e um salto no comércio sinalizou que as bases para uma expansão sustentável que Pequim diz ser vital para a reforma econômica pode estar à vista.

Evidências de uma recuperação crescente das exportações, alta mais forte do que o esperado da produção industrial e das vendas no varejo, juntamente com o investimento em ativos fixos robusto, indicam que a política pró-crescimento do país ganhou força suficiente para sustentar a retomada do crescimento sem precipitar riscos inflacionários.

O crescimento de 7,9 por cento no quarto trimestre ante o mesmo período do ano anterior superou previsão de 7,8 por cento em uma pesquisa da Reuters e acabou com sete trimestres consecutivos de desaceleração.

O desempenho ficou na ponta superior da estimativa de 7 a 8 por cento que economistas calculam ser necessário para cumprir reformas essenciais para o desenvolvimento da China a longo prazo.

No ano, o crescimento ficou em 7,8 por cento, também acima da previsão de 7,7 por cento na pesquisa mas o mais fraco desde 1999, embora confortavelmente à frente da meta do governo de 7,5 por cento.

“É uma situação positiva -- um crescimento mais forte, mas não forte o suficiente para desencadear muito mais preocupações sobre a inflação. Isso é perfeito para os mercados de ações”, disse Dariusz Kowalczyk, economista-sênior e estrategista para Ásia do Credit Agricole CIB.

“O que todo mundo quer é o crescimento forte o suficiente para nos dar a paz de espírito que as receitas vão aumentar e que não há risco de pouso forçado, mas não excessio, não forte o suficiente para provocar inflação. E é isso que eu acho que está começando. Eu ainda estou otimista com a China.”

A reação do mercado foi, em geral positiva, com ações da Ásia subindo, enquanto no mercado de petróleo os investidores aproveitaram os dados para embolsar lucros após duas sessões de alta.

Novos líderes da China têm que estabilizar a economia este ano para manter o emprego alto, evitando um aumento nos preços da habitação e da inflação que poderia minar reformas necessárias para revisar o modelo de crescimento do país orientado para a exportação.

Outros dados divulgados juntamente com o PIB mostraram que a produção industrial cresceu 10,3 por cento em dezembro sobre um ano atrás, contra expectativas de 10,1 por cento.

As vendas no varejo em dezembro subiram 15,2 por cento sobre o mesmo mês do ano anterior, acima da estimativa de 14,9 por cento em pesquisa da Reuters.

O crescimento anual de investimentos em ativos fixos foi de 20,6 por cento em 2012, contra a previsão de 20,7 por cento na pesquisa da Reuters. O governo divulga somente dados acumulados de investimento.

DISPARIDADE DE RIQUEZA

O chefe da agência de estatísticas da China divulgou nesta sexta-feira um indicador recalculado da desigualdade econômica, admitindo que a diferença de riqueza no país era “relativamente grande”.

O coeficiente Gini da China ficou em 0,474, em 2012, abaixo dos 0,477 em 2011 e de um pico de 0,491 em 2008, disse a chefe do Escritório Nacional de Estatísticas, Ma Jiantang, em uma entrevisa à imprensa.

O índice varia entre 0 e 1, e a marca de 0,4 é vista por analistas como o ponto de insatisfação social latente.

Os líderes da China dizem que o reequilíbrio da economia direcionando-a para o consumo e afastando-a de investimento e exportação, modelo seguido durante 30 anos, é determinante para combater a desigualdade.

Enquanto o consumo deu a maior contribuição para o crescimento em 2012, com uma participação de 51,8 por cento, o período de outubro a dezembro marcou o terceiro trimestre consecutivo de declínio.

A queda foi influenciada pelo foco do governo em usar despesas de investimento como o principal motor para sustentar a economia.

O investimento, por sua vez, em 50,4 por cento, avançou uma vez que a nova liderança buscou sustentar a recuperação com gastos em infraestrutura.

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