20 de Junho de 2013 / às 17:04 / em 4 anos

Moradias e indústria regional dos EUA mostram força da economia

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 20 Jun (Reuters) - As revenda de moradias nos Estados Unidos em maio atingiu o nível mais alto em três anos e meio e a produção industrial na região do Meio-Atlântico se recuperou neste mês, apoiando a visão do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, de riscos menores de recessão para a perspectiva econômica.

Embora outros dados nesta quinta-feira tenham mostrado que mais norte-americanos que o esperado solicitaram novos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada, o aumento não foi grande o suficiente para sinalizar mudança concreta do ritmo recente de crescimento moderado de empregos.

Os dados foram divulgados um dia depois que o Fed traçou um panorama otimista da economia e informou que espera reduzir o ritmo de suas compras de títulos mais à frente neste ano, e interrompê-las aproximadamente em meados de 2014.

A Associação Nacional de Corretores de Imóveis informou nesta manhã que as vendas de moradias usadas cresceram 4,2 por cento, para uma taxa anual de 5,18 milhões de unidades, o nível mais alto desde novembro de 2009. O preço mediano das moradias subiu 15,4 por cento desde o ano passado, para 208 mil dólares.

Esse foi o maior aumento anual desde 2005 e deixou os preços no maior nível desde julho de 2008.

“O que nós vemos é consistente com a recuperação contínua do mercado imobiliário”, disse o economista-sênior do Bank of America Michael Hanson.

Em relatório separado, o Fed da Filadélfia informou que seu índice de atividade de negócios se recuperou para 12,5 neste mês, ante -5,2 em maio. Essa foi a maior leitura desde abril do de 2011. Uma leitura acima de zero indica expansão da atividade manufatureira na região.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram 18 mil, para 354 mil segundo dados ajustados sazonalmente, informou mais cedo o Departamento do Trabalho. A média móvel de quatro semanas de novos pedidos, que exclui a volatilidade semanal, subiu em 2.500, para 348.250.

TENDÊNCIA INTACTA

“A tendência que nós temos visto ainda está bem intacta. (O nível) onde os pedidos de auxílio-desemprego estão agora deve significar que a economia está indo bem, que está em um caminho decente”, disse o economista Brett Ryan do Deutsche Bank Securities, em Nova York.

Os relatórios destacaram a resiliência da economia, apesar dos impostos mais altos e de profundos cortes de gastos do governo, ao passo que Washington tenta reduzir seu déficit orçamentário.

A recuperação do mercado imobiliário está ajudando a aliviar o impacto da política fiscal apertada na economia.

Os dados da semana passada cobriram o período no qual o governo realizou pesquisa com as empresas para a contagem de postos de trabalho excluindo o setor agrícola. Os pedidos aumentaram 10 mil entre o período de maio e junho, sugerindo pouca mudança no ritmo de criação de empregos.

Reportagem adicional de Jason Lange e Paige Gance em Washington; Leah Schnurr em Nova York

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