24 de Junho de 2013 / às 21:59 / em 4 anos

Rentabilidade de título da dívida pública pode continuar em queda--Tesouro

BRASÍLIA, 24 Jun (Reuters) - O Tesouro Nacional não vê a necessidade de fazer novos leilões extraordinários de compra e venda de títulos para fornecer parâmetro de preço ao mercado, mas avalia que a rentabilidade dos papéis da dívida brasileira podem continuar em queda devido às incertezas com a política monetária norte-americana.

O Tesouro se dispôs a recomprar 18 milhões de papéis, entre títulos prefixados e corrigidos pela inflação, em leilões realizados nos últimos três pregões, mas comprou apenas 2 milhões de títulos, a maioria com vencimento em 2013.

“Não estão previstos novos leilões extraordinários, caso haja necessidade, o Tesouro pode voltar ao mercado novamente”, informou o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Fernando Garrido.

“Observamos que nesse tipo de atuação a demanda efetiva de venda não tem sido significativa...Isso demonstra que os investidores de modo geral estavam satisfeitos em continuar com esses títulos”, comentou Garrido.

Ele avaliou, no entanto, que a permanência de volatilidade nos mercados em função de incertezas relacionadas à política monetária nos Estados Unidos poderá manter a rentabilidade dos papéis da dívida brasileira em queda.

De acordo com dados do Tesouro, a rentabilidade média dos títulos públicos brasileiros caiu de 11,1 por cento nos 12 meses encerrados em abril para 7,3 por cento em maio.

No balanço dos três leilões extraordinários de compra e venda o Tesouro fez uma emissão líquida de 2,290 bilhões de reais.

“O objetivo dos leilões de compra e venda é fornecer parâmetro de preço para o mercado. O Tesouro procura vender títulos para mostrar que existe as pontas de compra e venda e serve também para mostrar que existe uma eventual porta de saída para investidores que desejarem se desfazer dos títulos”, disse o coordenador.

ESTRANGEIRO

Ao apresentar o balanço das ofertas extraordinárias, Garrido comentou ainda que o Tesouro não detectou a saída de investidores estrangeiros das aplicações em títulos brasileiros. Essa avaliação foi feita, segundo ele, de relatos de dealers no mercado.

Relatório de maio da dívida mobiliária federal apresentado nesta segunda-feira mostrou que a participação de investidores não-residentes no total do estoque da dívida baixou em maio para 14,38 por cento do total (264,69 bilhões de reais em títulos) ante 14,55 por cento (269,44 bilhões de reais em títulos) em abril.

Reportagem de Luciana Otoni

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