25 de Junho de 2013 / às 16:24 / em 4 anos

Bens duráveis dos EUA e moradias melhoram perspectiva econômica

Por Lucia Mutikani

Casa à venda em Encinitas, Califórnia, EUA. As encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos subiram mais que o esperado em maio e uma medida de gastos empresariais planejados aumentou pelo terceiro mês consecutivo, sinalizando aceleração na atividade econômica. O cenário de crescimento ficou mais claro por outros dados que mostraram que as vendas de novas moradias tiveram máxima em quase cinco anos em maio. 22/05/2013 REUTERS/Mike Blake

WASHINGTON, 25 Jun (Reuters) - As encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos subiram mais que o esperado em maio e uma medida de gastos empresariais planejados aumentou pelo terceiro mês consecutivo, sinalizando aceleração na atividade econômica.

O cenário de crescimento ficou mais claro por outros dados nesta terça-feira, que mostraram que as vendas de novas moradias tiveram máxima em quase cinco anos em maio, e os preços de moradias para uma única família registraram a maior alta em sete anos em abril.

O tom otimista também se disseminou na confiança do consumidor, que atingiu o maior nível em mais de cinco anos, à medida que a recuperação do mercado imobiliário alivia o impacto da política fiscal mais apertada na economia.

Os relatórios sugerem que a economia está saindo de uma leve fraqueza no início do segundo trimestre, e eles deram suporte à visão do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, de que os riscos à perspectiva econômica diminuíram.

As encomendas de bens duráveis aumentaram 3,6 por cento uma vez que a demanda por bens que vão de aviões a maquinário cresceu, informou o Departamento do Comércio nesta terça-feira. As encomendas por esses bens haviam subido 3,6 por cento em abril, de acordo com dados revisados.

“(Os dados) apontam para maior ímpeto de alta na atividade de investimento de capital em empresas”, disse o economista-sênior da TD Securities, Millan Mulraine, em Nova York.

“Eles também indicam o aumento da confiança na comunidade empresarial em relação à sustentabilidade da recuperação econômica, que pode por si só tornar-se satisfatória”, acrescentou.

No segundo relatório divulgado nesta terça-feira, o Departamento do Comércio informou que as vendas de novas casas aumentaram 2,1 por cento, para taxa anual de 476 mil unidades segundo dados com ajuste sazonal, maior nível desde julho de 2008. Foi o terceiro mês consecutivo de aumento nas vendas de novas moradias.

O tom de fortalecimento do mercado imobiliário foi confirmado por relatório separado mostrando que índice composto de preços de moradias S&P/Case Shiller de 20 áreas metropolitanas aumentou 1,7 por cento em abril, em análise ajustada sazonalmente.

Separadamente, o Conference Board, um grupo industrial, informou que seu índice de confiança do consumidor subiu para 81,4 em junho, a leitura mais alta desde janeiro de 2008, ante 74,3 em maio.

Os dados aumentaram as chances de o Fed reduzir o ritmo de seu estímulo de compra de títulos mais adiante neste ano, e de interrompê-lo por volta de meados de 2014, conforme foi indicado pelo banco central na semana passada.

Reportagem de Lucia Mutikani; Reportagem adicional de Leah Schnurr e Richard Leong em Nova York

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