2 de Julho de 2013 / às 22:05 / em 4 anos

ENTREVISTA-São Carlos vê alta real de 12% na receita com renovação de aluguéis

Por Juliana Schincariol

RIO DE JANEIRO, 2 Jul (Reuters) - A economia mais lenta pode trazer um impacto pequeno para a taxa de vacância e nos aluguéis dos imóveis da São Carlos, mas a renovação e revisão de contratos devem impulsionar o resultado da empresa de investimento e administração de imóveis comerciais em 2013, de acordo com o seu principal executivo.

A companhia, criada em 1999 a partir da cisão dos ativos imobiliários do grupo Lojas Americanas, é controlada pelos empresários João Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles, donos da 3G capital. Eles detêm fatia de 54 por cento da empresa.

“Temos contratos mais antigos que a gente não teve oportunidade de renegociar ou realizar uma revisão, nestes casos a gente acha que pode haver uma oportunidade interessante para a captura de crescimento de receita acima da inflação”, disse o presidente-executivo da companhia, Felipe Góes.

No primeiro trimestre, o percentual de aumento nas renegociações de contratos vencendo foi 14 por cento acima da inflação, o equivalente a 4 por cento da receita recorrente do período, segundo Góes.

“A gente pode ter (...) da ordem de 12 por cento de ganho real sobre a receita total só com renovação”, afirmou o executivo, referindo-se ao impacto sobre o faturamento de 2013.

Segundo ele, o valor pode ser maior nas revisões, que podem ser feitas a cada três anos independente do vencimento dos contratos. A companhia não informa estes dados.

Além disso, segundo Goés, o portfólio defensivo da companhia -- com imóveis de alto padrão e boa localização para grandes empresas - também ajuda a São Carlos a sofrer menos o impacto de uma economia menos aquecida.

“O mercado como um todo já no primeiro trimestre demonstrou uma redução de sua vitalidade. A gente viu um pequeno aumento nas taxas de vacância e uma estabilização nos preços de locação no segmento de prédios corporativos”, disse.

Para o executivo, a tendência é que a taxa de vacância da São Carlos aumente um pouco, mas será “substancialmente menor” do que a do mercado. Este índice é calculado pela divisão entre a Área Bruta Local (ABL) própria vaga e a ABL total do portfólio da empresa. Ao final do primeiro trimestre, esse índice estava em 3 por cento.

Segundo Góes, o mercado como um todo deve ter uma taxa de vacância em torno de 10 por cento ao final do ano, e os contratos de locação devem subir em linha com a inflação.

AQUISIÇÕES

O mercado mais lento pode trazer algumas oportunidades de aquisições de imóveis, com investidores buscando liquidez para seus portfólios.

“Vão ter boas oportunidades de aquisições no segundo semestre”, afirmou. “A gente vai fechar algumas negociações este ano, temos algumas avançadas em andamento”, completou.

A São Carlos pretende se manter em seus principais mercados-- Rio de Janeiro e São Paulo. Na capital paulista, a empresa tem buscado iniciar atuação no centro da cidade.

A companhia, que concorre com empresas como BR Properties e Cyrela Commercial Properties, encerrou o trimestre com caixa de 450 milhões de reais.

“É uma posição muito forte de caixa que vem se mantendo e que com certeza é um diferencial quando as oportunidades aparecem. Por isso a gente mantém o caixa forte”, disse Góes.

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