4 de Julho de 2013 / às 15:14 / em 4 anos

CNI reduz projeção de expansão do PIB brasileiro a 2% em 2013

Por Luciana Otoni

BRASÍLIA, 4 Jul (Reuters) - A Confederação Nacional da Indústria reduziu a previsão de crescimento do PIB neste ano para 2 por cento, diante das expectativas menos positivas para a economia brasileira, incertezas nos EUA e menor expansão na China, informou a CNI nesta quinta-feira.

A previsão anterior para o crescimento do Produto Interno Bruto do país era de 3,2 por cento. A estimativa de expansão do PIB industrial passou para 1 por cento em 2013, ante 2,6 por cento, por restrições ao desempenho da indústria da transformação e extrativa.

A CNI vê melhora dos investimentos com a indicação de uma alta de 5,1 por cento na formação bruta de capital fixo ante 4 por cento previsto antes. Mas a perspectiva para o consumo das famílias foi piorada para 2,3 por cento, ante 3,5 por cento.

“A economia encontra dificuldades para superar o baixo crescimento. Os fundamentos econômicos mostram deterioração: inflação, elevado déficit em conta corrente e piora ds contas fiscais”, analisou a CNI no documento Informe Conjuntural apresentado nesta quinta-feira.

A entidade salienta que esse cenário desfavorável é agravado pelas mudanças na economia mundial, como a sinalização de reversão na politica monetária norte-americana e a redução do crescimento na China.

No documento, a entidade projeta que a Selic fechará 2013 em 9,50 por cento ao ano, bem acima dos 7,25 por cento estimados anteriormente, e que a inflação no ano ficará em 6 por cento, ante estimativa anterior de 5,7 por cento.

O saldo em conta corrente também foi piorado para um déficit de 74,3 bilhões de dólares contra a previsão anterior de saldo negativo de 68,1 bilhões de dólares. Na balança comercial, o superávit foi reduzido para 9,2 bilhões de dólares ante 11,3 bilhões de dólares.

Nas contas públicas, a indicação é de deterioração dos indicadores, com previsão de superávit primário de 1,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) ante 1,70 por cento projetado anteriormente.

A piora da perspectiva de crescimento do país feita pela CNI para este ano segue em linha com o rebaixamento de projeções feitas pelo governo e pelo mercado diante dos sinais incertos de recuperação mais firme da atividade e após a expansão de apenas 0,6 por cento no primeiro trimestre.

Na última pesquisa Focus do Banco Central divulgada na segunda-feira os analistas consultados reduziram para 2,40 por cento a estimativa de crescimento ante 2,46 por cento calculado anteriormente. Na semana passada, o BC havia divulgado rebaixamento para 2,7 por cento, ante 3,1 por cento, na previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano.

O fraco desempenho do setor industrial segue como um dos entraves ao maior ritmo de crescimento, com indicadores antecedentes evidenciando essa fragilidade. Em maio, a produção industrial brasileira recuou 2 por cento frente a abril, em um resultado pior que o esperado influenciado pela queda na produção de bens de capital.

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