5 de Julho de 2013 / às 13:52 / 4 anos atrás

EUA criam mais empregos em junho; Fed pode reduzir estímulos

WASHINGTON, 5 Jul (Reuters) - O crescimento do nível de emprego nos Estados Unidos foi mais forte que o esperado em junho, e a contagem de empregos dos dois meses anteriores foi revisada para cima, mostrando que a economia está em base sólida, o que pode manter o Federal Reserve, banco central do país, no caminho da redução do estímulo monetário neste ano.

Os empregadores criaram 195 mil postos de trabalho no mês passado, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira, enquanto a taxa de desemprego ficou estável em 7,6 por cento, com mais pessoas entrando no mercado de trabalho.

O governo revisou as folhas de pagamento de abril e maio para mostrar mais 70 mil vagas de emprego criadas do que anteriormente informado.

Os dados ofereceram uma indicação otimista da condição da economia norte-americana, que vem avançando de modo estável, apesar dos impostos mais altos, cortes de gastos do governo e sinais de fraqueza no exterior.

“O forte avanço na contagem de empregos fornece apoio para o Federal Reserve começar a reduzir seu ‘quantitative easing’(programa de compra de títulos) no futuro próximo”, disse o diretor de análise macroeconômica do Conference Board, Kathy Bostjancic.

O aguardado relatório foi divulgado duas semanas depois que o chairman do Fed, Ben Bernanke, fez uma avaliação otimista da perspectiva econômica e disse que o banco central esperava começar a reduzir suas compras de títulos mais à frente neste ano e provavelmente encerrar o programa completamente em meados de 2014.

Economistas consultados pela Reuters esperavam que as vagas de emprego aumentassem em 165 mil no mês passado, e que a taxa de emprego caísse a 7,5 por cento.

O crescimento médio mensal de empregos foi de 196.333 nos últimos três meses, próximo dos 200 mil empregos que os economistas dizem que o Fed está visando.

O relatório também mostrou que os ganhos por hora semanais subiram para máxima desde novembro. Isso, combinado com outros dados relativamente otimistas no setor imobiliário, nas vendas de automóveis e na indústria, torna mais provável que o Fed continue com seu plano de redução em setembro.

Vinte e oito entre 60 economistas consultados pela Reuters no fim de junho disseram que esperam que o Fed comece a reduzir suas compras em setembro, com expectativa da maioria de que o programa seja encerrado até o fim de junho de 2014.

A maioria também estimou que o Fed inicialmente reduziria as compras em 20 bilhões de dólares ao mês.

MERCADO DE TRABALHO GANHA FORÇA

O banco central norte-americano está observando atentamente a taxa de desemprego. O Fed vem informando esperar que a taxa de desemprego caia para cerca de 7 por cento no meio do próximo ano, momento em que planeja encerrar as compras de títulos.

Junho foi o terceiro mês consecutivo de aumento na força de trabalho alavancou a taxa de participação --a parcela dos norte-americanos com idade para trabalhar que tem emprego ou que está procurando por um-- bem distante da mínima de 34 anos atingida em março.

Uma medida ainda mais ampla da condição do mercado de trabalho --a fatia dos norte-americanos em idade para trabalhar que possuem um emprego-- também subiu, alcançando 58,7 por cento, seu nível mais alto desde novembro.

Todos os aumentos de vagas em junho foram no setor privado, onde os postos aumentaram em 202 mil, após terem subido 207 mil no mês anterior.

GOVERNO AINDA PESA

Os empregos no governo, em contraste, diminuíram em 7 mil, depois da queda de 12 mil em maio. Os economistas, entretanto, dizem que as perdas de vagas provavelmente não são por causa dos profundos cortes de gastos governamentais, conhecidos como “sequester”, visto que muitas agências acreditam que o motivo seja as licenças.

Setores relacionados ao consumo, como o comércio no varejo e no atacado, mostraram mais avanços no número de vagas de trabalho em junho, refletindo o fortalecimento da demanda que foi destacada pela alta nas vendas de automóveis. O número de empregos no varejo aumentou em 37.100 no mês passado, após ter crescido 26.900 em maio.

As vagas de emprego na indústria caíram em 6 mil, recuando pelo quarto mês consecutivo. O número de empregos na construção subiu em 13 mil, somando-se ao 7 mil de maio, à medida que a recuperação do setor imobiliário continua.

Reportagem de Lucia Mutikani

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