24 de Julho de 2013 / às 17:51 / em 4 anos

Indústria global de suínos deve se recuperar no 2o semestre, diz Rabobank

SÃO PAULO, 24 Jul (Reuters) - A indústria global de suínos deve passar por uma recuperação no segundo semestre, mas aquém do esperado em meio a estoques elevados e a incertezas quanto à demanda, que devem limitar a alta dos preços, apontou o Rabobank em relatório nesta quarta-feira.

“O Rabobank mantém sua visão de que os mercados voltarão a subir no segundo semestre, mas esta mudança pode começar mais tarde e as altas podem ser menores que o esperado”, apontaram os analistas do banco.

O principal banco do mundo especializado em alimentos e agronegócio vê um crescimento na demanda chinesa até o período festivo no país. Além disso, aponta vantagem comparativa ante as carnes bovina e de frango, cujos preços estão sustentados.

O Brasil tem um cenário positivo à frente, beneficiando-se da abertura do mercado japonês através das exportações de plantas em Santa Catarina.

Segundo o banco, os embarques para o Japão poderão chegar a 100 mil toneladas no longo prazo, o equivalente a 17 por cento do volume exportado pelo Brasil em 2012.

Além disso, o Brasil deve ser favorecido com o fim do embargo ucraniano anunciado em junho, depois de manter suspensas as compras do produto brasileiro desde maio.

O Rabobank acrescentou que as expectativas de melhor desempenho no semestre dependem amplamente dos prospectos sobre a demanda, uma vez que a produção deve ter aumento moderado.

Os analistas ressaltaram que o declínio nos custos com ração deve apoiar na recuperação das margens dos criadores de suínos do Brasil, mas ressalvam que é preciso considerar se este movimento será suficiente para cobrir as perdas registrada no primeiro semestre de 2013.

Segundo o relatório, os elevados estoques do setor depois de um primeiro semestre desapontador no mundo e o contínuo impacto da crise sobre a demanda, especialmente nos países desenvolvidos, devem limitar o aumento dos preços da carne suína.

As exportações de carne suína do Brasil recuaram quase 11 por cento, para 240,5 mil toneladas no primeiro semestre do ano ante os primeiros seis meses do ano passado, segundo o acompanhamento da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs).

O Brasil é o quarto maior exportador de carne suína, atrás dos EUA, União Europeia e Canadá, segundo acompanhamento da Abipecs.

O Rabobank destacou em seu relatório a compra da Seara Brasil pela JBS, que colocou a companhia em segundo lugar no ranking de carne suína, atrás da BRF. A compra, disseram os analistas, deve sustentar a posição exportadora do Brasil nos próximos anos.

Por Fabíola Gomes

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