6 de Agosto de 2013 / às 12:38 / em 4 anos

ATUALIZA 1-Déficit comercial dos EUA atinge mínima em 3 anos e meio

WASHINGTON, 6 Ago (Reuters) - O déficit comercial dos Estados Unidos diminuiu com força em junho, para seu menor nível em mais de 3 anos e meio, visto que as importações reverteram o aumento do mês anterior, sugerindo uma revisão para cima do crescimento do segundo trimestre.

O Departamento do Comércio informou nesta terça-feira que o déficit comercial caiu 22,4 por cento, para 34,2 bilhões de dólares, menor nível desde outubro de 2009. A queda percentual foi a maior desde fevereiro de 2009.

O déficit de maio na balança comercial foi revisado para 44,1 bilhões de dólares, ante leitura anteriormente reportada de 45 bilhões de dólares.

Economistas consultados pela Reuters esperavam que o déficit comercial diminuísse apenas para 43,5 bilhões de dólares em junho.

Ao ser ajustado pela inflação, o déficit comercial recuou para 43,2 bilhões de dólares, menor nível desde janeiro de 2010, ante 51,9 bilhões de dólares em maio.

O chamado déficit comercial real menor em junho sugere que o governo pode elevar sua estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, divulgado na semana passada.

O comércio subtraiu 0,8 ponto percentual do crescimento do PIB do segundo trimestre. A economia expandiu a um ritmo anual de 1,7 por cento, acelerando ante o ritmo de 1,1 por cento do primeiro trimestre.

A média móvel de três meses do déficit comercial, que elimina a volatilidade de mês a mês, caiu para 39,5 bilhões de dólares nos três meses até junho, ante 40,5 bilhões no período anterior.

Em junho, a importação de bens e serviços caiu 2,5 por cento, para 225,4 bilhões de dólares. Isso refletiu as fortes quedas nas importações de petróleo, suprimentos industriais e materiais, que despencaram para níveis vistos pela última vez em novembro de 2010.

As exportações de bens e serviços aumentaram 2,2 por cento, para um recorde de 191,2 bilhões de dólares.

O forte crescimento das exportações ajudou a tirar a economia da recessão de 2007 a 2009 e sinais de ímpeto após problemas nos meses recentes devem sustentar as expectativas de aceleração no crescimento do PIB no segundo semestre deste ano.

Reportagem de Lucia Mutikani

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