21 de Agosto de 2013 / às 10:49 / 4 anos atrás

Discussão sobre resgate à Grécia ofusca visita do BCE a Atenas

Por Harry Papachristou

ATENAS, 21 Ago (Reuters) - O progresso da Grécia em cumprir as obrigações do resgate internacional foi analisado pelo Banco Central Europeu (BCE) nesta quarta-feira, ao mesmo tempo em que a Alemanha minimizou as declarações de seu próprio ministro das Finanças de que outro programa de auxílio é necessário.

A visita a Atenas de Joerg Asmussen, membro do conselho executivo do BCE, focou principalmente em checar se a Grécia está cumprindo as condições para uma parcela programada de dinheiro em outubro.

Mas ela ocorreu um dia depois de o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, ter dito em público que a Grécia vai precisar de um terceiro resgate.

A Grécia já recebeu dois resgates desde 2010, no valor de 240 bilhões de euros em acordos coordenados pelo BCE, pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Asmussen se encontrou com o ministro das Finanças da Grécia depois de falar com o presidente do banco central, como parte das discussões sobre o progresso tortuoso da Grécia com suas reformas, redução de déficit e de apoio aos seus bancos antes que o novo auxílio seja liberado em outubro.

Em Berlim, o Ministério das Finanças da Alemanha buscou minimizar os comentários de Schaeuble sobre o resgate, dizendo que a zona do euro irá fazer uma nova análise do programa de auxílio à Grécia em meados de 2014 e que Berlim não está ciente de qualquer discussão sobre a maneira de estruturar um novo pacote de resgate.

Ao ser requisitado a comentar o do ministro das Finanças alemão, Asmussen disse que o assunto não foi discutido nas conversas com o ministro das Finanças grego, Yannis Stournaras, durante sua visita a Atenas.

“Nós não discutimos isso, focamos em tornar o programa atual um sucesso, em mais crescimento e empregos”, disse ele.

Asmussen se recusou a entrar na discussão sobre um terceiro pacote, dizendo que ele não tem nada a acrescentar à decisão do Eurogroup em novembro do ano passado que prometeu assistência adicional à Grecia até que o país reconquiste acesso aos mercados financeiros, desde que implemente seu resgate e gere um superávit primário.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) calculou que as necessidades de financiamento da Grécia não cobertas para 2014 a 2015 são de 10,9 bilhões de euros. Ao menos parte desse déficit resulta do fato de os bancos centrais europeus se recusarem a rolar parte dos títulos gregos que detêm.

Tais estimativas são revisadas frequentemente e são altamente sensíveis a projeções de orçamento e crescimento econômico, o que os credores da Grécia devem fazer no outono (do hemisfério norte).

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