22 de Agosto de 2013 / às 13:46 / em 4 anos

Demanda por voos domésticos sobe 5% em julho, puxada por Avianca e Azul, diz Abear

SÃO PAULO, 22 Ago (Reuters) - A demanda por voos domésticos teve um crescimento de 4,8 por cento em julho sobre igual período do ano passado, puxada por Avianca e Azul, segundo a associação que representa as quatro maiores empresas do Brasil, a Abear.

Passageiros esperam na fila do check-in, no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. A demanda por voos domésticos teve um crescimento de 4,8 por cento em julho sobre igual período do ano passado, puxada por Avianca e Azul, segundo a associação que representa as quatro maiores empresas do Brasil, a Abear. 4/08/2011. REUTERS/Nacho Doce

A associação, que começou a apurar os dados em setembro do ano passado e utiliza como base para a comparação anual os números da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), informou que a Avianca registrou um crescimento de 47,2 por cento na demanda ante igual período do ano passado, enquanto a Azul teve alta de 30,6 por cento.

Já a Gol teve leve aumento de 1,1 por cento em julho, enquanto a TAM viu a demanda recuar 1,1 por cento. A Trip, que realiza uma fusão com a Azul, também registrou queda na demanda, de 13,7 por cento.

Ainda segundo a Abear, a oferta de voos domésticos cresceu 6 por cento sobre um ano antes. A taxa de ocupação, por sua vez, recuou de 79,7 para 78,8 por cento.

Na comparação com o mês de junho, a oferta cresceu 12,7 por cento, beneficiada pela alta temporada com as férias de julho, enquanto a demanda aumentou 15,4 por cento. Na comparação mensal, a Abear já considera apenas os dados de suas associadas.

Segundo o presidente da associação, Eduardo Sanovicz, os dados foram coletados antes da alta mais recente do dólar, que eleva o risco de um movimento mais generalizado de redução de oferta.

“Se o dólar continuar subindo e se o conjunto de medidas apresentadas ao governo não tiver resultado, o risco é de expansão do movimento de redução de oferta e aumento de preços em algumas rotas”, disse, em coletiva de imprensa.

Nesta semana, a TAM já afirmou que caso o dólar continue no patamar atual ou suba ainda mais, a empresa poderá elevar preços de passagens ou reduzir ainda mais sua oferta.

Sobre as medidas apresentadas ao governo, como unificação do ICMS que incide sobre o combustível, Sanovicz evitou falar sobre a expectativa de serem atendidas ou não, mas indicou que espera “contrapropostas do governo”.

O ministro da Secretaria da Aviação Civil, Wellington Moreira Franco, afirmou nesta semana que iria dar uma resposta aos pedidos do setor em 10 dias.

Por Roberta Vilas Boas

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