10 de Setembro de 2013 / às 20:56 / em 4 anos

Na contramão de NY, Ibovespa fecha em queda por OGX e MMX

Por Priscila Jordão

Mulher bebe café em frente à bolsa de valores BM&FBovespa em São Paulo. O principal índice da Bovespa teve queda nesta terça-feira, com alguns investidores realizando lucros após sete sessões em oito de alta e cedendo à pressão de OGX e MMX. 18/02/2011 REUTERS/Nacho Doce

SÃO PAULO, 10 Set (Reuters) - O principal índice da Bovespa teve queda nesta terça-feira, com alguns investidores realizando lucros após sete sessões em oito de alta e cedendo à pressão de OGX e MMX.

O Ibovespa recuou 0,50 por cento, a 53.979 pontos. O giro financeiro do pregão foi de 8,7 bilhões de reais.

Descolado das bolsas dos Estados Unidos e da Europa, o índice anulou na parte da tarde ganhos registrados pela manhã, quando chegou a avançar quase 1 por cento em reação a dados favoráveis da China e ao menor temor de um ataque à Síria.

“O mercado ficou um pouco mais fraco no geral. Não há nenhum motivo específico, mas ele estava muito esticado, é mais uma realização do que qualquer outra coisa”, afirmou o operador de renda variável Luiz Roberto Monteiro, da Renascença Corretora.

O Ibovespa encerrou a sessão da véspera acima dos 54 mil pontos, maior patamar em cerca de três meses.

Os papéis da MMX tiveram a maior queda percentual do índice, depois da mineradora afirmar que negocia a venda do controle do Porto Sudeste para as estrangeiras Trafigura e Mubadala por 400 milhões de dólares.

“Mesmo negociações desse tipo mostram que o caminho é o das pedras para todas as empresas do grupo”, afirmou o analista-chefe da Corretora Magliano, Henrique Kleine. “Levando em conta o investimento feito no passado, o valor para a venda do porto é muito inferior. Os acionistas acabam tendo uma perda financeira”, completou.

Em sentido contrário, o MMXM11, título de remuneração ligado aos royalties do porto por volume embarcado, foi favorecido pelo anúncio, tendo avançado 11,67 por cento.

Já a petroleira OGX, envolta em notícias negativas, exerceu a maior pressão de queda. A empresa divulgou não ter produzido petróleo no campo de Tubarão Azul em agosto, e teve seu rating reduzido pela Fitch para “C” ante “CCC” na véspera.

O papel já havia recuado com força na segunda-feira, após o empresário Eike Batista, acionista controlador, ter questionado a validade do exercício da opção concedida por ele que o obriga a injetar 1 bilhão de dólares na empresa.

“Sem um nível de produção que seja suficiente para suprir suas necessidades de caixa e não contando com um aporte do controlador, a OGX caminha para a completa inviabilidade”, afirmaram analistas da Planner em boletim diário.

Fora do Ibovespa, as ações da petroleira HRT recuaram 17,95 por cento, em reação ao anúncio da empresa de que seu terceiro poço offshore na Namíbia, o Moosehead-I, foi considerado seco.

VENTOS FAVORÁVEIS DA ÁSIA

Na ponta positiva do índice, as ações da mineradora Vale subiram, influenciadas por novos sinais de estabilização do crescimento da China.

A Agência Nacional de Estatísticas da China informou que a produção industrial do país saltou 10,4 por cento em agosto ante o ano anterior e teve o maior aumento desde março de 2012. As vendas no varejo subiram 13,4 por cento no ano a ano, crescimento mais rápido em 2013.

Também trouxe alívio ao cenário internacional o fato de o governo sírio ter aceitado uma proposta russa para abrir mão de suas armas químicas e ser poupada de um ataque norte-americano.

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