2 de Outubro de 2013 / às 12:46 / em 4 anos

Produção industrial no Brasil fica estagnada em agosto, diz IBGE

RIO DE JANEIRO, 2 Out (Reuters) - A produção industrial brasileira ficou estagnada em agosto frente a julho, marcando o segundo mês sem crescimento, afetada sobretudo pelo segmento de bens de consumo, apesar do bom desempenho dos bens de capital.

Operários trabalham na linha de montagem de uma colheitadeira na planta da marca Case em Sorocaba, São Paulo. A produção industrial brasileira ficou estagnada em agosto frente a julho, marcando o segundo mês sem crescimento, afetada sobretudo pelo segmento de bens de consumo, apesar do bom desempenho dos bens de capital. 18/08/2013. REUTERS/Paulo Whitaker

Sobre um ano antes, a produção teve queda de 1,2 por cento em agosto, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

De acordo com pesquisa da Reuters junto a 22 analistas, a expectativa era de que a produção industrial subisse 0,15 por cento em agosto ante julho e recuasse 0,75 por cento sobre o mesmo mês de 2012.

O cenário para a indústria brasileira é pior ainda porque o IBGE também revisou para baixo o desempenho de julho, cuja queda mensal passou a 2,4 por cento, ante 2 por cento.

Em agosto, a categoria Bens de Consumo registrou queda de 0,6 por cento sobre julho, com recuo anual de 2,8 por cento. Por outro lado, a categoria Bens de Capital, medida de investimentos, apresentou alta mensal de 2,6 por cento e anual, de 11,8 por cento em agosto.

Já a categoria Bens Intermediários teve expansão mensal de 0,6 por cento e queda anual de 2 por cento, respectivamente.

Pelos ramos de atividade, 15 dos 27 pesquisados apresentaram alta mensal, com destaque para veículos automotores (1,7) e alimentos (2,5 por cento).

Entre as atividades que reduziram a produção, o IBGE destacou a indústria farmacêutica, que recuou 5,6 por cento em agosto,citando ainda bebidas (-3,1 por cento) e outros equipamentos de transporte (-3,7 por cento).

A atividade industrial brasileira tem registrado comportamento errático ao longo deste ano.

Um dos principais abalos é a falta de confiança entre os vários setores da economia. Em agosto a confiança da indústria apurada pela Fundação Getulio Vargas renovou o menor nível desde julho de 2009, ao recuar 0,6 por cento.

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier e Felipe Pontes

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