25 de Outubro de 2013 / às 11:25 / 4 anos atrás

Dilma anuncia investimento em SP e diz que pactos estão bem encaminhados

Por Eduardo Simões

Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, fala durante cerimônia para o Programa Mias Médicos no Palácio do Planalto, em Brasília. Dilma afirmou no Twitter que vai anunciar nesta sexta-feira em São Paulo um investimento de 5,4 bilhões de reais para obras de expansão do metrô e do trem urbano na capital paulista, em mais um pacote de projetos de mobilidade urbana com o objetivo de responder a uma das principais demandas das manifestações de junho no país. 22/10/2013. REUTERS/Ueslei Marcelino

SÃO PAULO, 25 Out (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta sexta-feira investimentos de 5,4 bilhões de reais no metrô e nos trens urbanos da região metropolitana de São Paulo e voltou a dizer que os cinco pactos anunciados por ela após a onda de manifestações de junho deste ano estão bem encaminhadas.

“Investir em metrô em nossas cidades é absolutamente essencial”, disse a presidente durante cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, acrescentando que o Brasil precisa “abandonar o complexo de vira-lata” que impediu investimentos em metrô no passado.

“Houve críticas ao fato de o governo federal financiar essas obras, por que ampliava os gastos dos Estados e dos municípios. Mas eu quero dizer que nós vamos continuar a financiar essas obras de mobilidade urbana... Sem esse tipo de financiamento, que é criticado por aí, não sai obra de longo prazo no Brasil.”

Dos 5,4 bilhões de reais que serão investidos, segundo o governo de São Paulo, 4,06 bilhões de reais serão oriundos de financiamentos e o 1,34 bilhão de reais restante virá do Orçamento da União.

O financiamento tem prazo de 30 anos, com 5 anos de carência, e juros subsidiados. Participaram da cerimônia o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), além de prefeitos de cidades da região metropolitana da capital paulista.

O pacto para melhoria da mobilidade urbana, anunciado por Dilma após os protestos que chegaram a levar mais de 1 milhão de pessoas às ruas do país em junho, prevê investimentos de 50 bilhões de reais no setor e foi uma resposta a uma das principais reivindicações das manifestações, iniciadas por conta do aumento da passagem do transporte público em várias cidades.

Dilma também lembrou os demais pactos assumidos em junho, como o da responsabilidade fiscal e controle da inflação, o de melhoria da saúde, da educação e da reforma política, da qual a presidente se declarou “lutadora e defensora”.

A presidente tem abordado repetidamente nesta semana o discurso de que os cinco pactos assumidos por ela em junho estão bem encaminhados. Após a onda de manifestações, pesquisas mostraram forte queda na avaliação do governo Dilma que, depois que os protestos arrefeceram, se recuperou, mas não retornou ao patamar elevado anterior aos protestos.

XENOFOBIA E FMI

Dilma voltou a defender o leilão da área de petróleo de Libra, o maior do pré-sal, realizado na última segunda-feira, e exaltou a destinação dos recursos dos royalties e do fundo social do pré-sal à educação e saúde.

Libra foi arrematada pelo único consórcio que apresentou oferta com o lance mínimo. O grupo é formado pela Petrobras (com 40 por cento de participação), pela anglo-holandesa Shell (20 por cento), pela francesa Total (20 por cento) e pelas chineas CNOOC (10 por cento) e CNPC (10 por cento).

Dilma rebateu as críticas à participação das empresas chinesas no consórcio, que classificou como “xenofobia”.

“E toda xenofobia, vocês me desculpem, é burra, não tem xenofobia inteligente. Empresa internacional de petróleo, qualquer uma, sabe o que significa uma empresa chinesa. Significa o seguinte, os maiores importadores de petróleo, portanto os maiores controladores do fluxo comercial”, disse.

No mesmo palco que Alckmin, correligionário do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que assinou acordo para um pacote de ajuda financeira com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em 2002, Dilma disse que o pagamento da dívida do Brasil com o Fundo, feito durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, permitiu que o governo federal fizesse investimentos como o anunciado nesta sexta.

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