21 de Novembro de 2013 / às 16:53 / 4 anos atrás

Mercado de trabalho dos EUA melhora, mas inflação continua benigna

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 21 Nov (Reuters) - O número de norte-americanos que solicitou novos pedidos de auxílio-desemprego caiu mais do que o esperado na semana passada e a atividade manufatureira alcançou ao nível mais alto em oito meses no início de novembro, sugerindo algum força da economia.

Mesmo com a economia dos Estados Unidos ganhando força no início do quarto trimestre, não há sinais de que a inflação irá acelerar tão cedo. Outros dados mostraram nesta quinta-feira que os preços no atacado caíram pelo segundo mês consecutivo em outubro.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego recuaram em 21 mil para 323 mil, segundo dados ajustados sazonalmente, informou o Departamento do Trabalho. Economistas consultados pela Reuters esperavam que os pedidos caíssem para 335 mil na semana passada.

No entanto, um feriado na segunda-feira pode ter contribuído para alguma queda nos pedidos, apesar do departamento não ter citado nenhum fator especial influenciando o dado.

A média móvel de quatro semanas para os novos pedidos, que suaviza a volatilidade semanal, caiu 6.750 para 338.500. Os dados dos pedidos abrangem o período da pesquisa para o relatório de emprego fora do setor agrícola de novembro.

Separadamente, a firma de dados financeiros Markit disse que seu “flash”, ou preliminar, índice de gerente de compras da indústria dos EUA subiu para 54,3 em novembro, maior nível em oito meses, ante 51,8 em outubro.

Os entrevistados vincularam a recuperação em parte ao fim da paralisação parcial do governo e ao aumento da demanda de clientes nacionais e estrangeiros.

Os pedidos de auxílio-desemprego e os relatórios de atividade do setor manufatureiro somam-se aos dados de emprego fora do setor agrícola e das vendas no varejo que sugeriram impulso na maior economia do mundo neste fim de ano.

INFLAÇÃO

Embora as demissões tenham desacelerado de forma significativa para níveis normais, não houve uma rápida aceleração nas contratações, uma vez que a demanda doméstica continua fraca.

A lentidão na demanda foi ressaltada por um segundo relatório do Departamento do Trabalho mostrando que índice de preços ao produtor sazonalmente ajustado caiu 0,2 por cento em setembro, puxado pelos preços da gasolina, após ter recuado 0,1 por cento em setembro.

O declínio nos preços recebidos pela indústria, agricultores e refinarias foi o maior desde abril.

Em 12 meses até outubro, os preços no atacado subiram 0,3 por cento após avançar pela mesma margem em setembro.

Os preços no atacado, excluindo os custos voláteis de alimentos e energia, subiram 0,2 por cento depois de avançar 0,1 por cento em setembro.

O núcleo da inflação foi impulsionado em outubro pela introdução de novos modelos de veículos motorizados na pesquisa. Excluindo carros e caminhões, o núcleo da inflação subiu 0,1 por cento.

Em 12 meses até outubro, o chamado núcleo da inflação subiu 1,4 por cento depois ter avançado 1,2 por cento em setembro.

Embora as condições do mercado de trabalho provavelmente determinarão quando o Federal Reserve irá começar a reduzir seu agressivo programa de compra de títulos, a inflação persistentemente baixa sugere que o banco central norte-americano pode não agir até março.

Reportagem adicional de Richard Leong em Nova York

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