5 de Dezembro de 2013 / às 16:38 / em 4 anos

Expansão do PIB dos EUA no 3º tri é revisado a 3,6%, auxílio-desemprego cai

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 5 Dez (Reuters) - A economia dos Estados Unidos cresceu mais rápido do que o inicialmente estimado no terceiro trimestre, com os empresários agressivamente acumulando estoques, mas a demanda doméstica permaneceu fraca, dando fôlego à tese de que o Federal Reserve vai manter o ritmo do estímulo monetário por enquanto.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu à taxa anual de 3,6 por cento, em vez dos 2,8 por cento divulgados anteriormente, informou o Departamento de Comércio nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters esperavam que a expansão do PIB seria revisada para 3,0 por cento.

O ritmo do terceiro trimestre é o mais rápido desde o primeiro trimestre de 2012, e marcou uma aceleração ante a taxa de 2,5 por cento do período entre abril e junho, embora economistas esperem um crescimento mais lento nos últimos meses do ano.

As empresas acumularam o equivalente a 116,5 bilhões de dólares em estoques, o maior incremento desde o primeiro trimestre de 1998. O dado compara-se a estimativas anteriores de apenas 86 bilhões de dólares .

“Como a acumulação de estoques pode ter sido involuntária, poderemos ver uma redução neste trimestre, o que vai representar certos riscos à performance do PIB no quatro trimestre”, afirmou o economista-sênior do TD Securities Millan Mulraine.

Os estoques representaram 1,68 ponto percentual no avanço do PIB registrado no trimestre de julho a setembro, a maior contribuição desde o quarto trimestre de 2011.

A contribuição dos estoques havia sido estimada anteriormente em 0,8 ponto percentual. Excluindo estoques, a economia cresceu a uma taxa de 1,9 por cento.

Mas uma medida de demanda interna cresceu a uma taxa de apenas 1,8 por cento, provavelmente insuficiente para convencer o banco central norte-americano a reduzir as compras de ativos em dezembro.

O Fed vem comprando 85 bilhões de dólares mensais em bônus para manter os custos de empréstimos baixos, mas autoridades têm dito que o programa pode ser reduzido nos próximos meses.

O presidente do Fed de Atlanta, Dennis Lockhart, que não vota neste ano nem no próximo, afirmou que um trimestre forte não representa tendência.

“Não estou preparado para interpretar o dado revisado do terceiro trimestre como um indicativo de que a economia está num ritmo de crescimento mais forte”, afirmou Lockhart.

O forte acúmulo de estoques diante da desaceleração da demanda significa que as empresas terão de reduzi-los, o que vai pesar sobre o crescimento do PIB neste trimestre.

As estimativas de crescimento do quarto trimestre já estão pessimistas, com uma paralisação de 16 dias do governo em outubro devendo cortar até meio ponto percentual do PIB. As expectativas sobre o crescimento no quarto trimestre giram abaixo de 2 por cento.

CONSUMIDORES

Os gastos dos consumidores, que representam mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, foi revisado para baixo a uma taxa de 1,4 por cento, a menor desde o quarto trimestre de 2009. As despesas haviam sido estimadas anteriormente em uma alta de 1,5 por cento, e cresceram a uma taxa de 1,8 por cento no período de abril a junho.

Mas há razões para adotar um otimismo cauteloso sobre o consumo futuro. Relatório do Departamento do Trabalho mostrou que os pedidos de auxílio desemprego caíram em 23 mil, para 298 mil na semana passada segundo dados ajustados sazonalmente.

Ao lado do dado de forte de abertura de postos de trabalho no setor privado na quarta-feira, os pedidos de auxílio-desemprego sugerem que o mercado de trabalho está ganhando força.

O governo divulga na sexta-feira dados do emprego fora do setor agrícola, com a expectativa de criação de 180 mil postos no mês passado e queda da taxa de desemprego para 7,2 por cento, ante 7,3 por cento, de acordo com pesquisa da Reuters.

Os gastos das empresas foram revisados para cima, mas estimativas de construção residencial foram reduzidas. O déficit comercial foi maior do que o estimado anteriormente, resultando em um impacto neutro do comércio para o crescimento no terceiro trimestre.

Um outro relatório, do Departamento do Comércio, mostrou que as encomendas por bens industriais caíram 0,9 por cento, após alta de 1,8 por cento em setembro.

Mas as encomendas de bens de capital fora do setor de defesa, excluindo aerenovos --considerado como uma medida de confiança empresarial e planos de gastos-- caiu 0,6 por cento em outubro em vez da queda de 1,2 por cento reportada na semana passada.

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