5 de Dezembro de 2013 / às 22:13 / em 4 anos

OSX negocia adiar pagamento de juro sobre bônus, dizem fontes

Por Guillermo Parra-Bernal, Jeb Blount e Sabrina Lorenzi

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 5 Dez (Reuters) - A OSX e os detentores de bônus do estaleiro do empresário Eike Batista negociam o adiamento do pagamento de juros com vencimento em 20 de dezembro sobre dívida, afirmaram fontes com conhecimento do assunto.

Um grupo de credores que detêm 95 por cento da dívida da OSX com vencimento em 2015 poderá dispensar o pagamento de 11,6 milhões dólares em juros com algumas condições, disseram duas das fontes ouvidas pela Reuters, que falaram sob condição de anonimato.

A empresa de construção naval entrou com pedido de recuperação judicial em 11 de novembro.

Uma das condições dos credores é que a OSX abra mão do comando do navio-plataforma OSX3, para um capitão e uma tripulação indicados pelos credores. O objetivo dos detentores de bônus da OSX não é ter a propriedade do ativo, mas sim ter poder sobre o destino da embarcação, que está prestes a produzir no campo de Tubarão Martelo, na bacia de Campos, da empresa-irmã OGX.

Procurada, a OSX recusou confirmar se as conversações com os detentores de bônus estão ocorrendo.

Uma das fontes ouvidas pela Reuters, porém, disse que a petroleira não abrirá mão da embarcação OSX3. “Ela é indispensável para a vida da OGX”, afirmou a fonte ligada ao grupo de empresas de Eike.

A OSX3 já está “entrando em operação, com produção de petróleo por esses dias”, disse uma outra fonte, que também pediu para não ser identificada.

A licença operacional da plataforma para Tubarão Martelo foi concedida nos últimos dias, informou nesta quinta-feira o Ibama, órgão ambiental competente para atividades das petroleiras em mar.

O pedido de recuperação da OSX, vinculado ao da OGX e protocolado na Justiça do Rio de Janeiro, inclui a holding e as controladas OSX Construção Naval S.A. e OSX Serviços Operacionais Ltda. A unidade de leasing da OSX, proprietária das embarcações, ficou de fora do pedido de recuperação judicial.

Criada no exterior, a unidade de leasing encomenda a construção das plataformas de produção de petróleo e depois aluga as embarcações para clientes. Sem estar sob o crivo da Justiça, a subsidiária fica livre para negociações com credores.

A dívida consolidada da OSX no fim de setembro era de 4,8 bilhões de reais.

FINANCIAMENTO À OGX

Em outra negociação, a petroleira de Eike busca para até o dia 20 um acordo com credores externos que deverá render um financiamento emergencial de cerca de 100 milhões de dólares, disse a primeira fonte ligada ao grupo do empresário.

O dinheiro é fundamental no momento em que a empresa luta para manter operações e corre para colocar um único campo marítimo em produção, depois do fracasso em atividades em outras áreas, com a interrupção do campo de Tubarão Azul.

Conforme reportado pela Reuters mais cedo nesta semana, a petroleira estaria prestes a fazer um acordo com detentores de bônus no exterior para converter parte da dívida em ações. Os credores externos ficariam com uma participação acionária da ordem de 55 por cento na OGX, enquanto Eike teria sua fatia reduzida a cerca de 5 por cento.

Atualmente, o empresário é o controlador da petroleira, que também está em recuperação judicial, a maior da história corporativa da América Latina.

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