11 de Dezembro de 2013 / às 13:47 / em 4 anos

Gestora do HSBC estuda fundo de infra-estrutura no Brasil

SÃO PAULO (Reuters) - A HSBC Asset Management, com 88 bilhões de reais sob gestão no Brasil, estuda criar um fundo investimento em infraestrutura para investidores brasileiros e estrangeiros, além de preparar para 2014 um fundo novo que investirá no exterior.

O logotipo do banco HSBC visto em uma agência no distrito comercial de Canary Wharf em Londres. A HSBC Asset Management, com 88 bilhões de reais sob gestão no Brasil, estuda criar um fundo investimento em infraestrutura para investidores brasileiros e estrangeiros, além de preparar para 2014 um fundo novo que investirá no exterior. 01/04/2013 REUTERS/Chris Helgren

“Os planos no segmento de infraestrutura ainda não têm data para ocorrer, mas estamos olhando com muito carinho para o assunto”, disse a jornalistas nesta quarta-feira o presidente-executivo da gestora para Brasil e América Latina, Pedro Bastos.

Segundo ele, a captação de recursos no mercado de capitais para financiar projetos de infraestrutura está ganhando corpo no Brasil, o que deve criar um volume maior de títulos para oferecer aos investidores por meio do fundo.

“Já ocorreram cerca de 20 ofertas desde a lei de incentivo às debêntures de infraestrutura, e 2014 deve ter um volume bem maior de ofertas, e precificação melhor”, disse. Até o momento, existe apenas um fundo de investimentos dedicado à infraestrutura no país, lançado em setembro pela Bradesco Asset Management (Bram).

Para 2014, a gestora do HSBC pretende lançar um novo fundo de investimentos com até 20 por cento dos investimentos no exterior, com ativos de renda fixa e variável em países desenvolvidos e em emergentes de “nova fronteira” na África, no Oriente Médio e na Ásia, como Nigéria, Vietnã e Egito, afirmou. O fundo será voltado para investidores qualificados, com 300 mil reais disponíveis para investir.

Segundo Bastos, a iniciativa ocorre depois do lançamento de dois fundos bem-sucedidos com 100 por cento dos investimentos no exterior e voltados para investidores super-qualificados, com 1 milhão de reais para investir. “Tivemos uma demanda que superou as expectativas”, disse. Estes dois produtos captaram 200 milhões de reais até o momento.

O apetite dos brasileiros por fundos que investem no exterior está sendo motivado pela busca por diversificação, pois a rentabilidade no Brasil foi “pouco atraente” nos últimos dois anos, explicou. “Acreditamos que para o novo fundo podemos captar muito mais do que os 200 milhões que captamos nos outros dois fundos”, disse.

Para 2014, a gestora do HSBC prevê crescimento do Produto Interno Bruto de 2,5 por cento e taxa de juros a 10,5 por cento no Brasil. Segundo ele, a alta dos juros nos Estados Unidos ainda vai atrair mais recursos para a região, mas no longo prazo os mercados emergentes serão atrativos porque têm mais potencial de crescimento econômico.

Por Natalia Gómez

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