11 de Dezembro de 2013 / às 20:29 / em 4 anos

Stanley Fischer é escolhido para vice do Fed, diz fonte

Por Steven Scheer

JERUSALEM,11 Dez (Reuters) - Stanley Fischer, que presidiu o Banco de Israel durante oito anos até deixar o cargo em junho deste ano, foi convidado para assumir o posto de vice-chair do Federal Reserve quando Janet Yellen tomar posse como chairwoman do banco central dos Estados Unidos, disse à Reuters nesta quarta-feira uma fonte familiarizada com o assunto.

Fischer, de 70 anos de idade, é amplamente respeitado como um dos economistas monetários mais importantes do mundo. No Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), ele deu aulas para o presidente do Fed, Ben Bernanke, e o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi.

Yellen, atual vice-presidente do Fed, deve ter o nome aprovado pelo Senado dos EUA na próxima semana para substituir Bernanke, cujo mandato termina em janeiro.

Fischer, que tem dupla cidadania norte-americana e israelense, foi amplamente responsabilizado por guiar Israel ao longo da crise econômica global sofrendo danos mínimos. Para o Fed, ele ofereceria novas perspectivas além de alguma continuidade.

“Foi-lhe oferecido o trabalho” disse a fonte, que pediu para não ser identificada.

É difícil caracterizá-lo “com um termo tão obtuso como ‘hawkish’ ou ‘dovish’ porque ele adota uma postura equilibrada e acadêmica a vários tópicos de debate”, disse o economista Thomas Simons, da corretora Jefferies.

“No entanto, considerando que ele teve um papel instrumental em ajudar Ben Bernanke a formar suas posições sobre economia monetária, sua presença no Fed representaria alguma continuidade nesse momento de transição”, emendou.

Como vice-chair do Fed, Fischer teria uma forte influência na elaboração da política econômica. Yellen, que ocupa o cargo desde 2010, foi uma das principais forças por trás da adoção pelo Fed no ano passado de uma meta para a inflação, importante marco para o banco central.

Em um fórum econômico do Fundo Monetário Internacional (FMI) em 8 de novembro, Fischer sugeriu ser defensor das medidas não convencionais do Fed.

“O que aprendemos neste momento é que a política monetária não perde necessariamente sua eficácia quando os juros estão praticamente zerados e que há muito o que o banco central pode fazer para promover a economia, mesmo quando a taxa de juros do banco central está efetivamente zerada”.

“Sabemos que, com base no que o Fed fez nesta crise, particularmente os programas de quantitative easing, há controvérsia sobre quão eficazes são esses programas”, afirmou Fischer em painel com Bernanke e outros.

“É muito difícil chegar à conclusão de que medidas heterodoxas são ineficazes”, acrescentou. “Elas parecem ser eficazes e elas essencialmente fazem isso ao prover liquidez a mercados onde a liquidez se esgotou, ou alterando as taxas de juros que não a taxa de juros do banco central, por exemplo em mercados onde são determinadas taxas de juros de longo prazo”.

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