24 de Janeiro de 2014 / às 16:04 / em 4 anos

Em Davos, Dilma apresenta Brasil como "fronteira de negócios"

24 Jan (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff fez sua estreia no Fórum Econômico Mundial, em Davos, com um discurso de mais de meia hora em que apresentou o Brasil como “uma das mais amplas fronteiras de oportunidades de negócios” e como um país comprometido com a solidez dos fundamentos macroecônomicos.

A presidente Dilma Rousseff fala durante uma sessão no Fórum Econômico Mundial em Davos. Dilma fez sua estreia no Fórum Econômico Mundial com um discurso de mais de meia hora em que apresentou o Brasil como "uma das mais amplas fronteiras de oportunidades de negócios" e como um país comprometido com a solidez dos fundamentos macroecônomicos. 24/01/2014 REUTERS/Denis Balibouse

Veja abaixo as principais declarações da presidente no Fórum Econômico Mundial em Davos.

INVESTIMENTO EXTERNO

”O Brasil está pronto, está empenhado também nas negociações do Mercosul com a União Europeia para um acordo comercial. Volto a dizer que um novo ciclo de crescimento econômico mundial está em gestação.

À medida que a crise vai se dissipando, um olhar mais atento sobre os países emergentes ganhará fôlego.

Como estratégia de longo prazo focada na promoção dos investimentos, na educação e no aumento da produtividade, esperamos sair ainda melhor dessa crise internacional. O Brasil é hoje uma das mais amplas fronteiras de oportunidades de negócios.

Nosso sucesso nos próximos anos estará associado à parceria com os investidores do Brasil e de todo mundo. Sempre recebemos bem o investimento externo. Meu governo adotou medidas para estreitar ainda mais essa relação. Aspectos da conjuntura recente não devem obscurecer essa realidade.

Como eu disse aqui, o Brasil mais que precisa e mais do quer a parceria com o investimento nacional e externo. O Brasil convida a todos a ela.”

SAÍDA DA CRISE

”A saída definitiva da crise requer um enfoque que privilegie não apenas o curto prazo, ele é muito importante, mas é natural que num ambiente de crise, e contaminado por seus efeitos adversos, muitas avaliações acabem privilegiando apenas essa dimensão temporal.

É imprescindível, entretanto, resgatar o horizonte de médio e longo prazos em nossas avaliações para dar suporte aos diagnósticos e as ações necessárias ao crescimento das diferentes economias.”

“Como as economias desenvolvidas foram as mais afetadas pela crise, ao dela saírem criarão um ambiente econômico global favorável para todo o mundo.”

“É hora de superarmos posturas defensivas e reconhecer o papel do comércio mundial na recuperação das economias. O histórico acordo global alcançado na Organização Mundial do Comércio renova as esperanças de uma conclusão equilibrada na Rodada de Doha.”

PAPEL DOS EMERGENTES

“Ainda que as economias desenvolvidas mostrem claros indícios de recuperação, as economias emergentes continuarão a desempenhar um papel estratégico. Estamos falando dos países com as maiores oportunidades de investimento e de ampliação do consumo.”

“É apressada a tese segundo a qual, depois da crise, as economias emergentes serão menos dinâmicas. Serão muito dinâmicas porque lá estão grandes oportunidades, até porque os fluxos atuais de investimento e comércio e as elevadas taxas de emprego e o horizonte de oportunidades destas economias apontam em outra direção, na direção das oportunidades.”

SOLIDEZ ECONÔMICA

”Esse novo Brasil, mesmo desigual, mesmo ainda menos desigual, está sendo construído sem abdicar dos nossos compromissos com a solidez dos fundamentos macroecônomicos.

O controle da inflação e o equilíbrio das contas públicas são requisitos essenciais para assegurar a estabilidade, base sólida para expansão econômica e para o progresso social.

A inflação no Brasil permanece sob controle, e desde 1999 o Brasil segue o regime de metas. Nos últimos anos, perseguimos o centro da meta, e a cada ano trabalhamos para lograr esse objetivo. Os resultados obtidos até aqui estão dentro do intervalo admitido por este regime monetário.

Reitero que buscamos com determinação a convergência para o centro da meta inflacionária.”

”A estabilidade da moeda é hoje um valor central do nosso pais e da nossa nação. Quero enfatizar que nós não transigimos com a inflação. A responsabilidade fiscal, por sua vez, é um princípio basilar da nossa visão de desenvolvimento econômico e social.

No Brasil, as despesas correntes do governo federal estão sob controle, e houve uma melhora qualitativa das contas públicas nos últimos anos. Conseguimos acentuada redução da dívida líquida do setor público.”

“A crise financeira global ganha novos contornos neste momento com a retirada dos estímulos monetários pelos países desenvolvidos. Mesmo reconhecendo que esse movimento expressa uma tendência de recuperação da economia e do comércio mundiais, persistem desafios que geram volatilidade nos mercados financeiros. Nossas reservas internacionais, na casa dos 376 bilhões de dólares, proporcionam um colchão seguro de absorção dessa volatilidade.”

SUPERÁVIT PRIMÁRIO

“Em breve meu governo definirá a meta de superávit primário para o ano, consistente com essa tendência de redução do endividamento público, creio que temos um dos menores endividamentos públicos do mundo.”

“Olhando o futuro, duas outras iniciativas são estratégicas. A primeira é aprimorar o controle das contas dos entes federados estaduais e municipais. Fortalecer o preceito da responsabilidade fiscal para tornar mais efetiva e transparente a geração de superávit primário de todos os entes federados.”

“A segunda alternativa é o reposicionamento dos bancos públicos na expansão do crédito ao investimento, possível agora graças ao aumento da participação do financiamento privado do mercado de capitais e de outros novos instrumentos financeiros.”

CONCESSÕES EM INFRAESTRUTURA

“Estamos determinados a promover forte aumento de investimento em infraestrutura, educação e inovação. Com isso, aumentaremos a taxa de investimento com relação ao Produto Interno Bruto, fundamental para sustentar o crescimento de longo prazo. Esse é o sentido do nosso programa de infraestrutura.”

MANIFESTAÇÕES DE JUNHO DE 2013

“Criamos um imenso contingente de cidadãos com melhor padrão de vida, maior acesso à informação e mais consciência de seus direitos. Um cidadão com novas esperanças, novos desejos e novas demandas, esses cidadãos, uma parte deles, estiveram nas manifestações de junho do ano passado, e essas manifestações são parte indissociável do nosso processo de construção da democracia.”

“Meu governo não reprimiu, pelo contrário, ouviu e compreendeu a voz das ruas. Não pediram a vida do passado, não pediram uma volta atrás, pediram, sim, um avanço para um futuro de mais direitos, mais participação e mais conquistas sociais.”

“Sabemos que democracia gera desejo de mais democracia, inclusão social provoca expectativa de mais inclusão social, qualidade de vida desperta anseio de mais qualidade de vida, de mais e melhores serviços.”

“Todos os avanços que conquistamos e os já conquistados são sempre só um começo. É necessário transformar essa extraordinária energia do povo brasileiro manifestada nas ruas.”

COPA DO MUNDO

“Quero dizer aos senhores que nós estamos preparados para essa Copa.”

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