30 de Janeiro de 2014 / às 13:43 / em 4 anos

Setor de shoppings vê desaceleração de vendas em 2014

SÃO PAULO, 30 Jan (Reuters) - As vendas em shoppings brasileiros cresceram 8,6 por cento em 2013, a 129,2 bilhões de reais, abaixo do avanço de 12 por cento estimado no início do ano passado pela Abrasce, associação que reúne os centros de compras no país.

Mulher caminha em frente a loja da Tiffany & Co. no shopping Iguatemi, em São Paulo. 29/08/2011 REUTERS/Nacho Doce

Nesta quinta-feira, a entidade previu que o aumento das vendas nesses estabelecimentos deverá mostrar um ritmo ligeiramente menor em 2014, com crescimento de 8,3 por cento. Os dados não são deflacionados.

“O shopping não é uma ilha isolada, ele vive do que acontece na economia”, disse o presidente da Abrasce, Luiz Fernando Pinto Veiga, apontando a percepção de menor otimismo por parte dos consumidores para justificar a previsão de venda “mais moderada” para o ano.

“Está difícil saber que influência terão (eventuais) protestos, a Copa do Mundo e eleições”, acrescentou Veiga a respeito das perspectivas para 2014.

Ele disse que os protestos de junho afetaram o faturamento do ano passado, ainda que parte das vendas represadas tenham sido recuperadas no mês seguinte. “Sem os protestos, o crescimento das vendas provavelmente passaria dos 9 por cento no ano”, observou.

Para Veiga, o eventual dano dos chamados rolezinhos, encontros de jovens organizados nas redes sociais, pode ser equiparado ao de um dia chuvoso para os shoppings, quando o movimento tradicionalmente cai.

“O impacto é pontual, mas a tendência é de recuperação nos meses seguintes”, afirmou. Ele disse que os maiores prejudicados são os vendedores que individualmente ganham comissão em cima das vendas. “(As outras partes) têm condições de absorver o impacto de um dia de menor movimento”.

Para Veiga, o “susto” provocado pelos rolezinhos teria acabado, com uma “acalmada ao longo dos últimos 30 dias”.

TENDÊNCIAS

O setor encerrou 2013 com 38 novos empreendimentos no país, sendo que metade foram inaugurados fora de capitais, fato inédito e representativo de um movimento de “interiorização” que deve ganhar força.

Para este ano, a Abrasce estima que serão abertos mais 40 centros de compra, sendo 30 em cidades que não são capitais. O maior número de aberturas contrasta com as previsões de vendas em desaceleração, o que Veiga explica pelo ciclo de construção dos empreendimentos.

“Um shopping que será inaugurado esse ano começou a ser construído em 2012, quando a perspectiva era outra”, afirmou Veiga. “Provavelmente ele terá dificuldade maior de locar espaços, mas o projeto tem que ser concluído”.

A estimativa da Abrasce é de 15 novos shoppings em 2015.

Atualmente, são 495 shoppings em operação no país, em 173 cidades.

Por Marcela Ayres

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