5 de Fevereiro de 2014 / às 19:38 / em 4 anos

Dólar cai pelo 2º dia e vai a R$2,40, com fluxo de entrada

Por Bruno Federowski

SÃO PAULO, 5 Fev (Reuters) - O dólar caiu pelo segundo pregão consecutivo nesta quarta-feira e atingiu o nível mais baixo ante o real em mais de 10 dias, pressionado por fluxos de entrada de divisas e pela atuação do Banco Central, embora investidores continuem sensíveis a incertezas nos mercados emergentes.

A moeda norte-americana recuou 0,63 por cento, a 2,4000 reais na venda - perto da mínima do dia, de 2,3930 reais, e longe dos 2,45 reais registrados em alguns momentos da semana passada. Trata-se da cotação mais baixa desde 24 de janeiro, quando a moeda norte-americana fechou a 2,3980 reais.

Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 1,3 bilhão de dólares.

“Como o mercado está muito volátil, qualquer fluxo, mesmo pequeno, acaba trazendo esses movimentos mais bruscos”, afirmou o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues.

O dólar abriu o pregão em queda, mas chegou a anular as perdas durante a manhã após a divulgação de dados que mostraram que o setor privado dos Estados Unidos abriu menos vagas do que se esperava em janeiro: foram 175 mil postos de trabalho, menor avanço desde agosto.

“O dado fraco dos EUA cria dúvida sobre a recuperação da demanda mundial, apesar de reforçar a perspectiva de redução gradual do estímulo econômico norte-americano”, disse o economista-chefe da INVX Global, Eduardo Velho.

O número vem antes da divulgação, na sexta-feira, do importante relatório de emprego do governo dos EUA, revelando a taxa de desemprego no país, bem como os dados de geração de emprego geral.

Esses indicadores são importantes porque são uma das principais variáveis para o Federal Reserve, banco central norte-americano, definir a redução no seu programa de estímulos e, consequentemente, limitar ainda mais a liquidez mundial.

“O mercado está em compasso de espera e, por isso, evita assumir muitas posições”, afirmou o gerente de câmbio da corretora Fair, Mário Battistel, antes da divulgação dos números.

Segundo ele, o dólar, pelo menos por enquanto, vai continuar oscilando entre os patamares de 2,40 e 2,45 reais, nível que ele considera não ter grande impacto sobre a inflação.

De acordo com pesquisa Reuters publicada nesta quarta-feira, o dólar deve superar 2,50 reais nos próximos 12 meses, mas a intervenção do BC deve evitar a disparada da taxa de câmbio, em meio ao ambiente de instabilidade internacional.

Outra pesquisa Reuters indica que as moedas mais vulneráveis às turbulências nos mercados emergentes são a lira turca e o rand sul-africano.

Pela manhã, o BC deu continuidade à ração diária de hedge cambial com a venda do lote total de swaps cambiais tradicionais da seguinte forma: 2,7 mil contratos com vencimento em 1º de dezembro e 1,3 mil para 1º de agosto. O volume financeiro foi equivalente a 197,3 milhões de dólares.

E, a partir das 18h30, o BC anuncia as características do leilão de rolagem de contratos de swaps que vencem em março e que será realizado na quinta-feira. Ao todo, estão vencendo o equivalente a 7,378 bilhões de dólares no próximo mês.

Apesar do clima de ansiedade global, o fluxo cambial --entrada e saída de moeda estrangeira do país-- ficou positivo em 608 milhões de dólares na semana passada, segunda semana consecutiva positiva, fechando janeiro com superávit de 1,610 bilhão de dólares, de acordo com dados do BC.

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