24 de Março de 2014 / às 16:23 / em 4 anos

Navio gigante da Vale aporta pela 1ª vez em centro de distribuição na Malásia

SÃO PAULO, 24 Mar (Reuters) - A Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, informou nesta segunda-feira que um de seus mega navios aportou pela primeira vez no terminal marítimo e centro de distribuição Teluk Rubiah, na Malásia, um fato marcante para a estratégia da mineradora de redução de custos.

A chegada do navio Berge Everest, da classe Valemax --o maior navio mineraleiro do mundo, com capacidade para 400 mil toneladas--, ao terminal “representa um marco importante para a empresa, que prevê iniciar as operações do centro de distribuição no segundo semestre de 2014”, disse a Vale.

Em sua viagem inaugural para a Malásia, o navio foi carregado com 382,5 mil toneladas de minério de ferro, que serão armazenados no centro de distribuição para futuros embarques comerciais.

Com um investimento total de 1,37 bilhão de dólares, o centro de distribuição Teluk Rubiah faz parte da estratégia de negócios da Vale de atender melhor os clientes da Ásia, o principal destino do minério de ferro da companhia, e de reduzir custos logísticos, que respondem por quase 80 por cento das despesas no segmento.

“Entendemos que o preço do minério tende a ter volatilidade grande e precisamos ter custo baixo para ser rentável mesmo em períodos em que o preço se reduz... Falar em redução de custo, em controle de custos na atividade, é falar em custos logísticos”, disse diretor-executivo de Ferrosos e Estratégia da Vale, José Carlos Martins, em mensagem de vídeo divulgada à imprensa.

Martins lembrou que o Brasil está distante dos mercados de minério da Ásia, enquanto os principais concorrentes da Vale, na Austrália, estão mais próximos e têm menores custos logísticos.

Enquanto a distância média da mina da Vale até o porto, considerando todos os sistemas, é de 700 km, a dos concorrentes não chega a 400 km. Além dessa vantagem, os competidores da companhia brasileira estão a cerca de dez dias de viagem marítima até a Ásia, contra pelo menos 40 dias no caso do Brasil.

“Então, a estratégia da Vale busca reduzir essa vantagem competitiva, principalmente com escala, não somente na mina, mas também com escala de navios, quanto maiores os navios, menores serão os custos operacionais”, disse o executivo.

As instalações no centro de distribuição são compostas de um porto de águas profundas e um pátio de estocagem, onde diferentes tipos de minério de ferro podem ser misturados e customizados de acordo com as necessidades das siderúrgicas.

Quando concluída, a primeira fase do centro de distribuição da Malásia terá uma capacidade de 30 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, disse a Vale --o volume representa um bom mês de todas as exportações mensais do Brasil.

“Distância é tempo... então estamos levando o nosso minério mais para próximo do cliente, para isso precisamos do centro de distribuição como este que estamos inaugurando na Malásia. E precisamos de uma frota de navios, que funciona como um estoque flutuante. Basicamente, esta é a estratégia da Vale, é muito simples”, disse.

A propósito da frota de navios gigantes, a Vale observou que, até fevereiro de 2014, os Valemax realizaram 170 operações de descarga em dez diferentes portos ao redor do mundo, além das duas estações de transferência de minério nas Filipinas.

A Vale já exportou cerca de 56 milhões de toneladas de minério de ferro por meio desses navios. Atualmente, 30 navios Valemax (próprios e afretados) estão em operação.

Por Roberto Samora

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