7 de Abril de 2014 / às 12:17 / 3 anos atrás

Economistas mantêm visão de Selic a 11,25% em 2014 e elevam inflação

Um homem sai da sede do Banco Central em Brasília. Depois de o Banco Central sinalizar na semana passada que o fim do ciclo de aperto monetário está chegando, economistas de instituições financeiras mantiveram a perspectiva para a Selic neste ano em 11,25 por cento. 15/01/2014Ueslei Marcelino

Por Camila Moreira

SÃO PAULO, 7 Abr (Reuters) - Depois de o Banco Central sinalizar na semana passada que o fim do ciclo de aperto monetário está chegando, economistas de instituições financeiras mantiveram a perspectiva para a Selic neste ano em 11,25 por cento.

Ao mesmo tempo, segundo pesquisa Focus do BC divulgada nesta segunda-feira, os especialistas pioraram pela quinta semana seguida o cenário para a inflação neste ano, e também reduziram as perspectivas para o crescimento da economia.

Na semana passada, o BC elevou a Selic em 0,25 ponto percentual, a 11 por cento ao ano, sinalizando que o ciclo de aperto monetário pode estar perto do fim, deixando em aberto a possibilidade de isso ocorrer já em maio ao promover mudanças no teor do comunicado.

O mercado futuro de juros, na última sessão, mostrava apostas divididas entre mais uma alta de 0,25 ponto e estabilidade da Selic em maio.

As expectativas agora giram em torno da divulgação, na quinta-feira, da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em busca de sinais mais concretos sobre os próximos passos.

Com o cenário de inflação ainda adverso e ressaltado pelo próprio BC em seu último Relatório de Inflação, a ata deverá ser vasculhada em busca de pistas mais claras sobre a condução da política monetária.

Por enquanto, os economistas consultados no Focus veem mais uma alta de 0,25 ponto percentual em maio.

Já o Top 5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções, começou a mostrar redução em suas expectativas para a Selic no final deste ano, caindo a 11,88 por cento ante 12,00 por cento na pesquisa anterior.

INFLAÇÃO

Em relação à inflação, as projeções continuam a se deteriorar, cada vez mais perto do teto da meta do governo, de 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos. Os economistas consultados no Focus veem o IPCA agora a 6,35 por cento neste ano, ante 6,30 por cento na pesquisa anterior.

Para 2015, a perspectiva passou a 5,84 por cento, alta de 0,04 ponto percentual, enquanto nos próximos 12 meses eles veem o indicador a 6,07 por cento, baixa de 0,07 ponto percentual.

O IBGE divulga na quarta-feira os dados de março do IPCA, com os olhos do mercado voltados para o desempenho dos preços dos alimentos e administrados.

Para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), o Focus mostrou que a estimativa para 2014 foi reduzida em 0,06 ponto percentual, a 1,63 por cento. Para 2015 houve manutenção da projeção de 2,00 por cento.

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