10 de Abril de 2014 / às 15:43 / 3 anos atrás

Indústrias de café descartam desabastecimento no país mesmo com quebra de safra

Trabalhadores carregam canos para instalar uma linha de irrigação em uma fazenda de café em Santo Antônio do Jardim. As indústrias de café do Brasil descartam problemas de abastecimento e estimam que a safra de 2014 no país e os estoques existentes serão suficientes para abastecer o mercado interno e as exportações, mesmo que ocorra uma quebra na colheita em função do clima quente e seco desde o início do ano. 06/02/2014Paulo Whitaker

Por Gustavo Bonato

SÃO PAULO, 10 Abr (Reuters) - As indústrias de café do Brasil descartam problemas de abastecimento e estimam que a safra de 2014 no país e os estoques existentes serão suficientes para abastecer o mercado interno e as exportações, mesmo que ocorra uma quebra na colheita em função do clima quente e seco desde o início do ano.

Também não há elementos para acreditar numa piora generalizada na qualidade do café nesta temporada, disse nesta quinta-feira a associação que representa as empresas do setor.

"O que se vai colher será suficiente para abastecer o mercado interno e a exportação", afirmou o diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic), Nathan Herszkowicz, em entrevista a jornalistas.

A safra que será colhida nos próximos meses deve ficar em cerca de 47 milhões de sacas, disseram executivos da entidade em evento nesta quinta-feira, com perdas de 14 por cento ante o potencial inicial da temporada, citando estimativas do Conselho Nacional do Café (entidade ligada aos produtores).

Em 2013, o Brasil exportou cerca de 31 milhões de sacas e consumiu outras 20 milhões de sacas, segundos dados da Abic e dos exportadores.

O volume dos estoques mantidos por empresas privadas no país é sempre motivo de questionamentos, mas o levantamento oficial mais recente --ainda referente a março de 2013-- apontava reserva considerável: 14 milhões de sacas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

"Os estoques e a safra abastecerão as indústrias e as exportações", disse o vice-Presidente de Qualidade da Abic, Pavel Monteiro Cardoso.

QUALIDADE

As indústrias brasileiras também acreditam que ainda não há elementos para preocupação quanto à qualidade do café a ser colhido.

Alguns exportadores de café verde têm posição divergente, afirmando que a qualidade dos grãos de 2014 foi muito afetada pela seca e que compradores do produto brasileiro podem ter dificuldade para compor seus "blends" (misturas).

Segundo a Abic, ainda não é possível avaliar os efeitos positivos da chuva que caiu após o longo período seco do início do ano em regiões produtoras de café arábica do Sudeste.

"Algumas regiões tiveram um prejuízo maior, mas ainda não se sabe qual é a extensão disso", disse Herszkowicz. "No começo da colheita, a verdade vai aparecer. Não queremos dramatizar demais o assunto, porque não temos elementos para dizer isso."

A colheita de café arábica, que responde pela maior parte da produção do Brasil, deverá ser antecipada este ano por conta da seca, com maiores volumes sendo registrados a partir de maio.

Gustavo Bonato

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