11 de Abril de 2014 / às 18:12 / em 4 anos

G20 monitora riscos por Ucrânia e pressiona EUA por reformas no FMI

WASHINGTON, 11 Abr (Reuters) - As principais economias do mundo estão monitorando a situação econômica na Ucrânia por quaisquer riscos à estabilidade econômica e financeira, disseram ministros de Finanças e membros de bancos centrais do G20 nesta sexta-feira por meio de comunicado final.

As autoridades do G20 também mantiveram a pressão sobre os Estados Unidos, que têm adiado reformas no Fundo Monetário Internacional (FMI) definidas em 2010 e que irão dobrar os recursos da entidade e dar mais voz a mercados emergentes. O G20 disse estar “profundamente decepcionado” com os atrasos e que trabalhará com o FMI em opções sobre como avançar com as reformas se os EUA não agirem até o final do ano.

Enquanto o comunicado final foi menos específico sobre alguns pontos importantes do que aquele que o G20 divulgou em fevereiro, incluindo efeitos de políticas monetárias em países avançadas, uma fonte do G20 minimizou essas mudanças, dizendo que são de estilo e não substanciais.

Sobre a crise na Ucrânia, o G20 disse que o FMI e o Banco Mundial continuam melhor posicionados para ajudar os países a lidar com os desafios econômicos “através de aconselhamento de política e de financiamento”.

“Estamos monitorando a situação econômica na Ucrânia, atentos a qualquer risco à estabilidade econômica e financeira e apoiamos a atuação do FMI na Ucrânia, já que as autoridades buscam fazer reformas significativas”, informou o G20 durante as reuniões de primavera do FMI e Banco Mundial, em Washington.

“A situação na Ucrânia destaca o importante papel do FMI como a primeira resposta do mundo a crises financeiras.”

A economia ucraniana entrou em caos depois que manifestações populares em Kiev derrubaram o presidente pró-Rússia Viktor Yanukovich em fevereiro, e a Rússia anexou a Crimeia, provocando o pior impasse entre Moscou e o Ocidente desde a Guerra Fria.

A Rússia, membro do G20, não foi especificamente mencionada no comunicado.

REFORMAS

As reformas do FMI devem amplificar as vozes de países emergentes como aqueles dos Brics ( Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

No comunicado, o G20 informou estar “profundamente decepcionado com o contínuo atraso em avançar com as reformas das cotas e governança do FMI”.

Se as reformas não forem ratificadas até o fim do ano, disse o G20, “vamos pedir ao FMI que amplie o trabalho existente e desenvolva opções para próximos passos e trabalhe com (o comitê de política do FMI) para marcar uma discussão sobre essas opções.”

A fonte disse que o Brasil pressionou por uma linguagem mais dura sobre como o G20 deveria responder a esses atrasos na reforma do FMI.

Na parte do comunicado que parecia falar dos efeitos que as políticas do Federal Reserve, banco central norte-americano, e outros grandes bancos centrais têm sobre o resto do mundo, o G20 prometeu fornecer “comunicação clara e oportuna” de suas ações, de olho nos riscos globais conforme as políticas são “recalibradas”.

O comunicado não mencionou especificamente política monetária e retirou uma referência do comunicado de fevereiro que destacou que os BCs devem ser cuidados ao retirar estímulos.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below