22 de Abril de 2014 / às 21:41 / em 4 anos

Moagem de cana 14/15 do centro-sul atingirá 585,5 mi t, prevê FCStone

SÃO PAULO, 22 Abr (Reuters) - A moagem de cana do centro-sul do Brasil em 2014/15 foi estimada em 585,85 milhões de toneladas, apontou a consultoria FCStone em relatório desta terça-feira, dizendo que a seca do início do ano reduzirá o total processado na comparação com a temporada anterior.

Esta é a primeira estimativa já feita pela consultoria para a moagem e produção de cana, açúcar e etanol do centro-sul do Brasil, principal região produtora com fatia de 90 por cento da safra nacional.

“O fator de maior impacto mesmo foi a seca. No ano passado, esperávamos uma moagem até maior, mas a seca reduziu efetivamente nossa estimativa”, disse o analista o analista de mercado da INTL FCStone, Pedro Verges.

O número é menor do que as 596 milhões de toneladas que a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) indicou para o ciclo 2013/14 e está em linha com as demais consultorias, que apontam moagem menor em função do clima adverso.

A Unica divulgará na quarta-feira a primeira estimativa para a safra 2014/15, que teve início em 1º de abril, assim como dados consolidados de 2013/14.

“Pode-se destacar que o traço mais marcante dessa safra é o impacto da seca sobre a matéria-prima. Estimava-se uma disponibilidade de cana em torno de 630 milhões de toneladas no mês de dezembro de 2013”, disse o analista em nota.

A FCStone estimou a produção de açúcar do centro-sul em 2014/15 em 33,1 milhões de toneladas, também ligeiramente menor que no ciclo anterior, acompanhando a redução prevista na moagem.

A produção de etanol foi estimada pela FCStone em 25,56 bilhões de litros.

“Com menos biomassa disponível, o cenário de ampliação de produção dos derivados também foi reduzido proporcionalmente”, acrescentou.

A produtividade agrícola média estimada pela consultoria é de 74,04 toneladas de cana-de-açúcar por hectare, contra 77,84 toneladas registradas na safra passada, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

“A razão disso é que as mesorregiões mais afetadas pela disponibilidade hídrica são justamente as maiores produtoras”, disse a consultoria.

Por Fabíola Gomes

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