28 de Abril de 2014 / às 16:58 / em 3 anos

Tractebel avalia vender energia no leilão A-0 desta semana

Por Anna Flávia Rochas

SÃO PAULO (Reuters) - A Tractebel avalia vender energia no leilão A-0 marcado para quarta-feira, oferecendo um portfólio de eletricidade formado com outros agentes do setor elétrico, informou o diretor financeiro da companhia, Eduardo Sattamini, nesta segunda-feira.

“Estamos tentando montar um composição de portfólio com outro players”, disse o executivo em teleconferência com analistas.

A combinação de portfólio de energia entre geradores para participação no leilão A-0 já foi apontada por analistas como uma possibilidade, já que muitas empresas sozinhas não teriam energia disponível para vender durante todo o período de contrato do leilão. A entrega deve começar em 1o de maio deste ano e terminar em 31 de dezembro de 2019.

Sattamini acrescentou que a Tractebel não irá ao leilão com energia da térmica William Arjona, diante da exigência de confirmação de contrato de gás natural para o período de suprimento de energia. “Não havia tempo hábil para negociar com a Petrobras um contrato de 5 anos para que a gente pudesse oferecer para o A-0”, disse ele.

O leilão de energia existente A-0 é destinado à cobrir a descontratação das distribuidoras de energia no curto prazo, que chega a mais de 3,3 gigawatts (GW) médios.

A descontratação no curto prazo está resultando em forte custos para as distribuidoras de energia, em momento de baixo nível dos reservatórios de hidrelétricas e em que grande parte das termelétricas que geram energia mais cara estão acionadas. Assim, o sucesso do leilão é importante para evitar que esses custos se prolonguem ao longo do ano, elevando também a necessidade de ajuda por parte do governo federal à essas concessionárias.

A Tractebel divulgou na sexta-feira queda de 32 por cento no lucro do primeiro trimestre, afetada principalmente por efeitos negativos de transações no mercado de curto prazo de energia.

ALTO CUSTO DE ENERGIA

O atual cenário do setor elétrico brasileiro, em que reservatórios do país estão baixos e há forte acionamento térmico, tem levado ao aumento dos preços de energia negociados também para a partir de 2017, já que há maior procura por contratos de energia de longo prazo.

“Hoje tem gente muito preocupada com a situação...com isso a contratação aumenta e o preço está aumentando”, disse Sattamini, ao afirmar que os preços de energia para entrega em 2017 estão entre 130 e 135 reais por megawatt-hora (MWh).

Já para o ano que vem, o executivo disse que o mercado não tem liquidez porque os preços estão muito elevados. Para 2016, os preços também estão inflados, “a nível bem mais alto que 130 (reais por megawatt-hora)”, disse o executivo.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below