29 de Abril de 2014 / às 20:14 / em 3 anos

Após cair a R$2,20, dólar sobe 0,35% com ação de compradores

Por Bruno Federowski

SÃO PAULO, 29 Abr (Reuters) - O dólar fechou com leve alta nesta terça-feira, após chegar a cair quase 1 por cento pela manhã, com as cotações mais baixas atraindo compradores em um pregão de volatilidade pela briga antes da formação da Ptax do mês.

O recuo mais forte por alguns instantes da moeda norte-americana, que já havia aberto o pregão em baixa, foi motivado por pesquisa eleitoral mostrando queda na intenção de voto da presidente Dilma Rousseff, num momento de desconfiança sobre a condução da política econômica no Brasil.

A divisa dos Estados Unidos avançou 0,35 por cento, a 2,2331 reais na venda, após chegar a 2,2064 reais na mínima do dia. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 1,6 bilhão de dólares.

“O fôlego da pesquisa não foi suficiente para fazer o dólar romper novos patamares. E aí entraram importadores e o dólar recuperou-se bem rapidamente”, disse o operador de câmbio de um importante banco brasileiro, acrescentando que a disputa pela Ptax deste mês também pesou.

Pesquisa CNT/MDA mostrou que a Dilma perdeu terreno na disputa à reeleição, enquanto as intenções de voto de seus rivais Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) cresceram.

Analistas citaram ainda o piso informal de 2,20 reais como um dos fatores que atraiu compradores de volta ao mercado.

“O mercado fica arisco quando o dólar chega perto de 2,20 reais. Vai ser necessário algo mais forte para fazer o dólar furar esse patamar”, afirmou o diretor de câmbio da corretora Pioneer, João Medeiros.

Alguns especialistas acreditam que o dólar mais barato desagradaria o Banco Central brasileiro pois, apesar de ajudar no combate a inflação, prejudica as exportações. Essa interpretação ganhou força principalmente diante de sinais de que o BC não deve rolar todos os swaps cambiais, equivalentes a venda futura de dólares, que vencem na sexta-feira.

Como aconteceu nas duas últimas sessões, o BC não realizou nesta sessão leilão de rolagem. Agora, a autoridade monetária tem apenas um dia para rolar os contratos remanescentes, que equivalem a cerca de 25 por cento do lote total.

“Ao que tudo indica, o BC não vai rolar os swaps”, disse o superintendente de câmbio da corretora Advanced, Reginaldo Siaca.

Mesmo assim, o BC deu continuidade às intervenções diárias, vendendo a oferta total de até 4 mil swaps, com volume equivalente a 198,7 milhões de dólares. Foram 2 mil contratos para 1º de dezembro deste ano e 2 mil para 2 de março de 2015.

Pela manhã, a retomada do apetite por risco nos mercados internacionais também ajudou a divisa dos EUA a recuar.

Analistas atribuíam o quadro externo mais positivo a uma série de fatores: a imposição de sanções mais leves do que o esperado dos Estados Unidos contra a Rússia, sinais de que a China vai acelerar suas reformas econômicas e expectativas de que indicadores econômicos norte-americanos a serem divulgados nesta semana venham positivos.

Nesse contexto, o dólar perdia força contra moedas como o peso mexicano e o rand sul-africano.

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