9 de Novembro de 2007 / às 22:13 / em 10 anos

Em cúpula, Chávez propõe aliança energética

Por Pav Jordan

<p>O presidente venezuelano, Hugo Ch&aacute;vez, desafiou na sexta-feira seus colegas latino-americanos a reduzirem o pre&ccedil;o do petr&oacute;leo da regi&atilde;o e aconselhou os grandes produtores a venderem combust&iacute;vel mais barato a vizinhos. Foto em c&uacute;pula Ibero-americana em Santiago, 9 de novembro. Photo by Pool</p>

SANTIAGO (Reuters) - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, desafiou na sexta-feira seus colegas latino-americanos a reduzirem o preço do petróleo da região e aconselhou os grandes produtores a venderem combustível mais barato a seus vizinhos.

Referindo-se nominalmente aos demais líderes, Chávez propôs a criação de uma aliança petrolífera regional para manter a boa fase econômica latino-americana. A Venezuela é o segundo maior produtor de petróleo da região, atrás apenas do México.

“Proponho que nos unamos, que nos juntemos em mecanismos de cooperação com países que não têm petróleo e que não podem pagar cem dólares por barril”, disse Chávez, que usa a riqueza petrolífera venezuelana para difundir sua influência.

A 17a Cúpula Ibero-Americana reúne durante três dias em Santiago os líderes da América Latina, de Portugal, da Espanha e de Andorra. Energia é um dos temas mais discutidos na agenda extra-oficial.

Muitos países latino-americanos, como Chile e Argentina, enfrentam dificuldades para atender à demanda energética resultante do forte crescimento dos últimos anos.

Chávez e seus colegas esquerdistas da Bolívia e do Equador ampliaram o controle estatal sobre o petróleo e o gás. La Paz recentemente forçou Argentina e Brasil a pagarem mais pelo gás que importam.

Durante a cúpula de Santiago, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se encontrar com seu colega boliviano, Evo Morales, para discutir possíveis novos investimentos da Petrobras no país.

Os 19 líderes latino-americanos presentes na cúpula são quase todos de centro-esquerda, e o encontro foi cordial, apesar dos atritos existentes em Argentina e Uruguai por causa da construção de uma fábrica de papel no lado uruguaio da fronteira.

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