8 de Setembro de 2008 / às 17:04 / 9 anos atrás

Premiê tailandês promete ficar no cargo, mas pode cair em 24h

<p>O primeiro ministro tailand&ecirc;s Samak Sundaravej fala para simpatizantes em Udon Thani, a 580 km de Bangcoc, dia 8 setembro. O primeiro-ministro da Tail&acirc;ndia, Samak Sundaravej, prometeu na segunda-feira continuar no poder e manter intacto o Parlamento. Photo by Sukree Sukplang</p>

Por Pracha Hariraksapitak

UDON THANI (Reuters) - O primeiro-ministro da Tailândia, Samak Sundaravej, prometeu na segunda-feira continuar no poder e manter intacto o Parlamento.

A declaração, no entanto, foi feita pouco antes de uma corte do país proferir uma sentença que pode determinar a deposição do premiê em menos de 24 horas.

“Eu declaro que não dissolverei o Parlamento. Eu não vou renunciar. Eu vou continuar lutando”, afirmou o premiê, 73, a milhares de simpatizantes em um comício realizado na cidade de Udon Thani (nordeste), reduto do Partido do Poder Popular (PPP), de Samak.

“Este governo não fez nada de errado”, disse.

Apesar da postura confiante, esse pode ter sido um dos últimos discursos dele como líder da Tailândia.

A Corte Constitucional do país determinará na terça-feira, em um julgamento marcado para começar às 14h (5h em Brasília), se Samak infringiu a lei ao apresentar um programa de culinária pela TV depois de ter tomado posse como premiê.

Se for considerado culpado de ter ferido o decoro do cargo, Samak terá de renunciar junto com seu gabinete de governo, satisfazendo as exigências feitas pela Aliança do Povo pela Democracia (PAD), cujos manifestantes ocupam há duas semanas a área da sede do poder exigindo a deposição do premiê.

Membros do primeiro escalão do governo, no poder há apenas sete meses, preparam-se para o pior.

“Prevemos que isso não será bom”, afirmou à Reuters um integrante do governo referindo-se ao julgamento.

A velocidade com que a corte conduziu o processo sobre o programa de culinária surpreendeu muitos analistas, apesar de haver boatos cada vez mais frequentes sobre os juízes pretenderem, com a sentença, encontrar uma solução imediata para a crise em torno da ocupação feita pela PAD. Na semana passada, a situação tensa gerou a morte de um homem, assassinado durante um enfrentamento entre grupos anti e pró-governo. A morte dele fez com que o governo declarasse um estado de emergência, medida que o Exército do país, altamente politizado, optou por ignorar.

Reportagem adicional de Chalathip Thirasoonthrakul

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