10 de Novembro de 2007 / às 19:49 / em 10 anos

Confronto entre rei espanhol e Chávez encerra cúpula no Chile

Por Manuel Farías e Mónica Vargas

<p>Confronto entre rei espanhol e Ch&aacute;vez encerra c&uacute;pula no Chile em Santiago. A 17a C&uacute;pula Ibero-Americana chegou ao fim no s&aacute;bado com uma disputa p&uacute;blica entre o rei da Espanha e o presidente venezuelano, deixando longe a imagem de coes&atilde;o que o encontro visava. 10 de novembro. Photo by Reuters (Handout)</p>

SANTIAGO (Reuters) - A 17a Cúpula Ibero-Americana chegou ao fim no sábado, em Santiago, com uma disputa pública entre o rei da Espanha e o presidente venezuelano, deixando longe a imagem de coesão que o encontro visava.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, foi protagonista da reunião de três dias no Chile e, durante a sessão de encerramento, irritou o rei Juan Carlos e o presidente espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, por haver chamado o ex-presidente da Espanha, José Maria Aznar, de “fascista”.

“Por que não se cala?”, gritou o rei para Chávez, apontando-o com o indicador, quando o líder venezuelano tentava interromper Zapatero, que pedia respeito por Aznar. O monarca saiu por alguns momentos da sala depois do enfrentamento com Chávez.

“Pode-se discordar radicalmente de tudo, respeitando-se às pessoas”, disse Zapatero, provocando o aplauso dos chefes de governo presentes à sessão da cúpula, marcada pela fricção e debates entre os vários governantes.

Como anfitriã, a presidente chilena, Michelle Bachelet, disse em entrevista à imprensa que as disputas refletiram a “diversidade” das posturas e o aspecto “apaixonado” da reunião.

“O debate não tem de assustar ninguém. Não há que se dramatizar os debates”, disse Bachelet.

Apesar das brigas, os presidentes ibero-americanos conseguiram fechar acordos e aprovaram a “Declaração de Santiago”, que prevê a formulação de ações para aumentar a coesão social entre os países do bloco.

TENSÃO ENTRE PRESIDENTES

Ainda que os presidentes da Argentina, Néstor Kirchner, e do Uruguai, Tabaré Vázquez, não tenham participado do encerramento da cúpula, o tema ambiental os colocou em confronto na véspera, ao discutirem a abertura de uma fábrica de papel na fronteira entre os dois países.

Kirchner acusou Vasquez, em plena sessão, por ter permitido o início das operações de uma usina de celulose, e desculpou-se com o rei da Espanha por ter pedido sua intermediação no problema que os dois países arrastam há anos.

No sábado, em uma entrevista a jornalistas, Zapatero pediu novamente aos dois países sul-americanos para que retomem o diálogo interrompido com o conflito, que resultou no fechamento temporário de uma ponte fronteiriça e em uma nota diplomática de protesto enviada pela Argentina ao Uruguai.

Antes da última sessão plenária do sábado, vários presidentes aproveitaram para realizar reuniões bilaterais. Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, encontrou-se com o presidente da Bolívia, Evo Morales, e com o vice-presidente de Cuba, Carlos Lage.

O tema do petróleo e da alta dos preços do combustível foram também abordados no fórum, com a previsão do presidente venezuelano de que continuarão subindo. O presidente Rafael Correa, do Equador, concordou com essa avaliação.

“O preço do petróleo continuará em alta por uns cinco ou seis anos, por conta da demanda de países com China e Índia e pelos problemas do Iraque”, disse Correa em entrevista à Reuters.

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