4 de Junho de 2008 / às 13:02 / em 9 anos

ANÁLISE-Obama deve escolher Hillary como candidata a vice?

<p>A pr&eacute;-candidata democrata derrotada nas pr&eacute;vias do partido, Hillary Clinton, durante discurso em Porto Rico. Barack Obama deve decidir se aceita Hillary como sua vice nas elei&ccedil;&otilde;es norte-americanas. Photo by Ana Martinez</p>

Por Steve Holland

WASHINGTON (Reuters) - Agora que selou a indicação democrata à Presidência dos EUA, seria o caso de Barack Obama escolher sua rival Hillary Clinton como candidata a vice?

Hillary na terça-feira se disse aberta à idéia, e seus seguidores já começam a fazer lobby por tal hipótese. “Eu gostaria de ver isso”, disse a senadora democrata Dianne Feinstein, simpatizante da ex-primeira-dama.

O comitê de Obama, por enquanto, prefere evitar o assunto. David Axelrod, coordenador estratégico da campanha, disse a jornalistas que “é cedo para falar nisso”, mas elogiou a “pessoa incrivelmente formidável” de Hillary.

Politicamente, uma chapa Obama-Hillary até faria sentido. Ela se mostrou muito eficaz junto a eleitores proletários brancos, mulheres e hispânicos --grupos nos quais, segundo as pesquisas, muita gente não votaria em Obama de jeito nenhum.

A presença dela na chapa poderia ajudar a unificar o Partido Democrata contra o republicano John McCain, o adversário de novembro. Simpatizantes dessa “chapa dos sonhos” dizem que ela seria capaz de atrair 100 por cento do voto democrata.

O estrategista político Doug Schoen, que trabalhou na Casa Branca no governo de Bill Clinton, disse que sem ela na campanha, mesmo que não no papel de vice, os democratas terão dificuldades em novembro.

“Ela tem uma reivindicação substancial sobre a indicação a vice-presidente”, disse Schoen. “As pesquisas que vi mostram que, com ela na chapa, ela garante a vitória em Estados cujo voto oscila habitualmente entre republicanos e democratas.”

Falando na noite de terça-feira a eleitores em Nova York, Hillary pareceu estar se candidatando ao posto de vice, citando os quase 18 milhões de votos que obteve nas primárias, quase o mesmo número que Obama.

“Quero que os quase 18 milhões de americanos que votaram em mim sejam respeitados, sejam ouvidos e não sejam mais invisíveis”, disse ela.

Mas ter Hillary como vice também implicaria riscos. A taxa de rejeição dela supera os 40 por cento, e muitos eleitores independentes podem se recusar a levar o casal Hillary e Bill Clinton de volta à Casa Branca.

“Obama iria se beneficiar do seu envolvimento entusiasmado nesta campanha”, disse Merle Black, professor de Ciências Políticas na Universidade Emory (Atlanta).

“Não acho que seja necessário que ela seja a candidata a vice-presidente, porque isso abre um enorme leque de possibilidades que certamente afeta o governo dele de formas que eu acho que seriam indesejáveis,” afirmou.

Reportagem adicional de Thomas Ferraro e Caren Bohan

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