25 de Novembro de 2007 / às 14:58 / em 10 anos

Austrália se prepara para mudanças gradativas sob novo premiê

Por James Grubel

<p>O novo primeiro-ministro da Austr&aacute;lia, Kevin Rudd, n&atilde;o vai prejudicar os la&ccedil;os fortes de seu pa&iacute;s com os Estados Unidos, apesar de sua decis&atilde;o de retirar as tropas australianas do Iraque e ratificar o Protocolo de Kyoto. Foto em Brisbane, Austr&aacute;lia, 24 de novembro. Photo by Steve Holland</p>

SYDNEY (Reuters) - O novo primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, não vai prejudicar os laços fortes de seu país com os Estados Unidos, apesar de sua decisão de retirar as tropas australianas do Iraque e ratificar o Protocolo de Kyoto, disseram analistas no domingo.

Leitor ávido e ex-diplomata de 50 anos, Rudd pôs fim a 11 anos de governo conservador na Austrália no sábado, depois de vencer uma eleição sobre a plataforma da busca de uma nova geração de lideranças.

Embora a campanha eleitoral tenha focado principalmente questões domésticas, Rudd também prometeu a retirada gradativa dos 500 soldados australianos que servem na linha de frente no Iraque e prometeu ratificar o Protocolo de Kyoto sobre as mudanças climáticas, isolando ainda mais o presidente George W. Bush nas duas questões.

O analista Nick Economou, da Universidade Monash, disse à Reuters: “Teremos a chance de sermos vistos novamente como país que é uma força em favor do bem, e não simples lambe-botas dos Estados Unidos”.

“O mundo nos verá como país que está retornando à comunidade internacional.”

John Howard, o primeiro-ministro conservador em final de mandato, era estreito aliado pessoal e político de Bush, mas foi criticado por muitos na Austrália por ser próximo demais a Washington, tanto que ganhou o apelido de “vice-xerife de Bush”.

Howard apoiava plenamente a campanha militar no Iraque, onde a Austrália tem cerca de 1.500 soldados, e uniu-se a Bush na recusa em ratificar o Protocolo de Kyoto. A Austrália e os EUA foram os únicos países desenvolvidos que ficaram de fora do tratado.

Rudd disse no domingo que conversou com Bush e enfatizou sua determinação em manter a aliança militar Austrália-EUA ao centro de sua política externa e estratégica.

Rudd, que fala mandarim e conversou com o presidente chinês Hu Jintao nessa língua em setembro, também quer um engajamento mais estreito da Austrália com a Ásia e uma abordagem mais conciliadora aos laços com Estados problemáticos das ilhas do Pacífico.

Ele assinalou também um aumento dos gastos da Austrália com ajuda internacional e um apoio maior às organizações internacionais.

“É uma mudança inequívoca e que terá grande importância para a posição da Austrália na ONU e outros organismos internacionais”, disse à Reuters Geoffrey Hawker, diretor de relações internacionais da Universidade Macquarie.

Com relação ao clima, Rudd se equiparou ao compromisso assumido por países europeus de reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa em 60 por cento dos níveis de 2000 até 2050 e de incentivar fontes de energia renováveis, embora ainda não tenha fixado uma meta para as emissões de carbono da Austrália em 2020.

Ao ratificar o tratado de Kyoto, Rudd espera que a Austrália assuma a liderança na nova rodada de negociações para as metas de redução de carbono pós-Kyoto, cujas conversações vão começar em Bali no início de dezembro. Ele já anunciou que participará da reunião de Bali.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below