26 de Agosto de 2008 / às 12:00 / 9 anos atrás

Hillary é a estrela da convenção democrata na terça-feira

Por John Whitesides

DENVER, EUA (Reuters) - Hillary Clinton será a protagonista da convenção democrata na terça-feira, quando faz um discurso destinado a unificar o partido em torno de Barack Obama e aplacar a frustração de seus seguidores.

Obama e Hillary travaram uma acirrada disputa interna no primeiro semestre, e muitos eleitores dela continuam relutantes em apoiar Obama --ainda mais diante da sensação de que ele não cogitou seriamente a senadora como sua candidata a vice, escolha que acabou recaindo sobre o também senador Joe Biden.

A divisão interna dos democratas ofuscou o primeiro dia da convenção, na segunda-feira. Obama tenta apagar essa imagem negativa oferecendo espaços importantes da convenção a Hillary e ao marido dela, o ex-presidente Bill Clinton, que discursará na quarta-feira.

Segundo um roteiro definido por ambas as partes, Hillary será simbolicamente indicada como candidata na quarta-feira, mas a votação nominal entre os delegados pode ser abreviada para que Obama seja aclamado candidato oficial do partido.

“Haverá alguns seguidores da senadora Clinton junto aos quais teremos de nos esforçar para colocá-los a bordo. Isso não é surpreendente”, disse Obama a jornalistas na segunda-feira.

“Mas, se vocês olharem --acho que nesta semana--, estou absolutamente convencido de que tanto Hillary Clinton quanto Bill Clinton entendem o que está em jogo”, afirmou.

Mas uma pesquisa CNN/Opinion Research Corp. mostra o que o voto dos simpatizantes de Hillary não está tão assegurado para os democratas. Entre as pessoas que votaram em Hillary nas primárias, o apoio a Obama caiu de 75 por cento em junho para 66 por cento. Nesse grupo, o voto no republicano John McCain subiu de 16 para 27 por cento. No eleitorado como um todo, McCain e Obama aparecem empatados com 47 por cento cada.

No primeiro dia da convenção, os discursos estiveram voltados para apresentar Obama ao público e contar sua trajetória. Filho de um negro do Quênia com uma branca do Kansas, cresceu no Havaí e Indonésia e começou a carreira política como ativista em organizações populares.

“Foi criado pelos avós, que eram gente da classe trabalhadora, assim como meus pais, e por uma mãe solteira, que lutava para pagar as contas, assim como nós fizemos”, disse Michelle Obama, mulher do candidato, ao encerrar a noite de segunda.

“Venho aqui como uma mulher que ama o marido e acredita que ele será um presidente extraordinário. Venho aqui como uma mãe cujas filhas estão no coração do meu coração e no centro do meu mundo”, afirmou.

O momento mais emocionante da noite foi a aparição do senador Edward Kennedy, ícone democrata que luta desde maio contra um câncer no cérebro. Ele fez um rápido pronunciamento após ser homenageado em um vídeo.

“Em novembro próximo, a tocha será passada para uma nova geração de norte-americanos,” disse ele, fazendo referência ao discurso de posse de seu irmão John, em 1961.

“O trabalho começa de novo. A esperança cresce outra vez, e o sonho continua”, disse Kennedy, desta vez citando um discurso dele próprio, em 1980, quando perdeu a indicação democrata para Jimmy Carter.

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