14 de Novembro de 2007 / às 20:48 / em 10 anos

Chávez diz que está revendo relações com a Espanha

Por Saul Hudson

<p>O presidente venezuelano, Hugo Ch&aacute;vez, alertou na quarta-feira que est&aacute; reavaliando as rela&ccedil;&otilde;es com a Espanha, abaladas desde que o rei Juan Carlos lhe mandou que se calasse, no fim de semana, em Santiago. Foto de apoiadores de Ch&aacute;vez em Caracas, 14 de novembro. Photo by Reuters</p>

CARACAS (Reuters) - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, alertou na quarta-feira que está reavaliando as relações com a Espanha, abaladas desde que o rei Juan Carlos lhe mandou que se calasse, no fim de semana, em Santiago.

Chávez exigiu que o rei peça desculpas pela reprimenda e insinuou que o incidente pode ter repercussões para os interesses econômicos espanhóis, especialmente os bancos.

“Não queremos ferir os laços, mas neste momento estou realizando uma revisão detalhada das relações políticas, diplomáticas e econômicas com a Espanha”, disse ele pela TV.

“Isso significa que companhias espanholas terão de demonstrar que negócios estão fazendo. Vou examinar para ver o que está acontecendo nessas companhias.”

Chávez citou os bancos Santander e Bilbao Vizcaya Argentaria como possíveis alvos e disse que seu país, rico em petróleo, não precisa de investimentos espanhóis.

A Espanha, grande investidor na América Latina, tenta resolver a crise por meio dos canais diplomáticos e diz que as relações voltarão ao normal rapidamente.

A polêmica com o rei acabou ofuscando a campanha para o referendo, no dia 2, com que Chávez pretende aprovar uma reforma constitucional que lhe daria o direito de se reeleger indefinidamente.

Além do Santander e do BBVA, outras grandes empresas espanholas que operam na Venezuela são Telefónica (na área de celulares) e Repsol . As companhias espanholas investiram 2,4 bilhões de dólares na Venezuela desde que Chávez assumiu o governo, em 1999.

Chávez diz que o rei se descontrolou e acabou demonstrando 500 anos de arrogância colonial espanhola.

Durante a 17a Cúpula Ibero-Americana de Santiago, Juan Carlos se irritou quando Chávez chamou o ex-premiê espanhol José María Aznar de “fascista” por supostamente ter apoiado um golpe em 2002 na Venezuela.

“Por que você não se cala?”, disparou o monarca quando Chávez interrompeu um aparte do atual premiê espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, que tentava defender seu antecessor e adversário Aznar.

Normalmente, as principais investidas retóricas de Chávez se voltam contra o governo dos EUA -- como no ano passado, quando na ONU chamou o presidente George W. Bush de “diabo”. Mas ele também já teve atritos com o México, a Grã-Bretanha e o Senado do Brasil, entre outros.

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