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Irã rejeita suspensão nuclear, mas negocia com a UE

TEERÃ, 4 de agosto (Reuters) - O Irã reiterou na segunda-feira em conferência telefônica com um representante da comunidade internacional que não pretende suspender seu programa de enriquecimento de urânio, como exige o Ocidente.

Os governos ocidentais haviam dado até sábado para que Teerã respondesse à oferta de suspender o programa nuclear para evitar novas sanções da ONU e receber benefícios políticos e econômicos.

Logo antes do telefonema entre o negociador Saeed Jalili e o chefe da diplomacia européia, Javier Solana, um funcionário iraniano já anunciava que seu país não discutiria a idéia da suspensão do enriquecimento.

O Ocidente teme que essa atividade esteja voltada para o desenvolvimento de armas nucleares, o que Teerã nega.

Depois do transcurso do prazo de sábado, os EUA disseram que o Conselho de Segurança da ONU não tem escolha senão ampliar as sanções. O Irã rejeita qualquer ultimato.

Agravando a tensão, o comandante da Guarda Revolucionária do Irã disse que, caso sofra um ataque, seu país teria como fechar o estreito de Hormuz, importante rota do comércio mundial de petróleo. A Guarda diz ter testado recentemente uma nova arma naval.

Os EUA não descartam uma ação militar caso a diplomacia não funcione, e nos últimos anos esse tipo de preocupação vem afetando o mercado de petróleo.

A União Européia confirmou o contato telefônico e disse que Solana fará contato com as seis potências envolvidas na negociação --EUA, Grã-Bretanha, França, Rússia, China e Alemanha.

A rádio pública iraniana disse que a conversa “enfatizou a preservação da rota das conversas de Genebra”, o que “exige um ambiente construtivo e positivo”. A nota acrescentou que as duas partes devem voltar a estabelecer consultas nos próximos dias.

Mas uma fonte iraniana disse antes do telefonema à Reuters que a proposta da “troca de congelamentos (das sanções e do programa nuclear) não será discutida”.

Pela proposta internacional, tais suspensões deveriam ocorrer para que começasse a negociação formal a respeito dos incentivos para o Irã.

Reportagem adicional de Hashem Kalantari e Fredrik Dahl em Teerã, Ingrid Melander em Bruxelas, Louis Charbonneau nas Nações Unidas e Parisa Hafezi em Londres

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