3 de Dezembro de 2007 / às 11:58 / 10 anos atrás

Rússia rejeita críticas ocidentais a eleição

Por Oleg Shchedrov

<p>O Kremlin rejeitou na segunda-feira as cr&iacute;ticas internacionais &agrave; elei&ccedil;&atilde;o parlamentar que deu uma ampla vit&oacute;ria ao partido do presidente Vladimir Putin e disse que a R&uacute;ssia compartilha dos valores democr&aacute;ticos ocidentais. Foto em Moscou, 3 de dezembro. Photo by Reuters (Handout)</p>

MOSCOU (Reuters) - O Kremlin rejeitou na segunda-feira as críticas internacionais à eleição parlamentar que deu uma ampla vitória ao partido do presidente Vladimir Putin e disse que a Rússia compartilha dos valores democráticos ocidentais.

A Alemanha se somou às críticas, dizendo que a eleição russa de domingo não foi “nem livre nem democrática”.

“Certamente discordaríamos de declarações segundo as quais a Rússia é não-democrática e sua eleição foi não-democrática”, disse Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, a jornalistas estrangeiros.

“Mas um racha ideológico só pode aparecer entre dois sistemas diferentes. Não somos sistemas diferentes, compartilhamos dos mesmos valores. Não vejo chance de que isso possa aumentar a lacuna entre nós.”

Putin, que fez várias declarações anti-ocidentais durante a campanha, encabeçou a lista do partido Rússia Unida, que obteve ampla maioria na Duma (Parlamento).

Durante a campanha, o presidente alertou que não permitiria que o Ocidente metesse seus “narizes arrogantes” nos assuntos russos, e acusou Washington de estimular a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) a não enviar observadores eleitorais.

Putin, que também acusa o Ocidente de promover rebeliões em ex-repúblicas soviéticas como Geórgia e Ucrânia, disse que a Rússia nunca vai seguir esse caminho.

“Para mim agora está claro que os russos nunca permitirão que seu país desenvolva-se na trilha destrutiva vista em alguns outros países da ex-União Soviética”, afirmou.

Observadores viram na eleição parlamentar de domingo o primeiro estágio de uma transição de Putin para seu sucessor, a ser eleito em 2 de março. O presidente, que já anunciou a intenção de manter sua influência após o fim do mandato, diz que vai usar o partido Rússia Unida como nova base política.

“É um bom exemplo e um bom indicativo da estabilidade da política interna russa”, disse Putin. “É o sinal mais importante de que o país está mais forte não só economicamente, mas socialmente e na sua política interna.”

Partidos da oposição disseram que o Kremlin prejudicou deliberadamente sua campanha e que as autoridades manipularam os resultados eleitorais. As autoridades negaram que tenha havido fraude.

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