28 de Fevereiro de 2008 / às 18:18 / em 10 anos

Bush defende Nafta e pressiona por votação sobre Colômbia

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos EUA, George W.Bush, criticou na quinta-feira os pré-candidatos democratas à sucessão dele por sugerirem que o país poderia desistir do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) e conclamou o Congresso a incentivar as exportações norte-americanas aprovando um acordo comercial com a Colômbia.

<p>Bush defende Nafta e pressiona por vota&ccedil;&atilde;o sobre Col&ocirc;mbia. O presidente dos EUA, George W.Bush, criticou na quinta-feira os pr&eacute;-candidatos democratas &agrave; sucess&atilde;o dele por sugerirem que o pa&iacute;s poderia desistir do Nafta. 28 de fevereiro. Photo by Larry Downing</p>

“Há vários agricultores e empresários, pequenos e grandes, que se beneficiam de ter um mercado em nossa vizinhança. A idéia da retirada unilateral de um tratado porque se tenta, como vocês sabem, conseguir popularidade não é uma idéia sensata”, disse Bush, durante uma entrevista coletiva concedida na Casa Branca.

Durante um debate da campanha presidencial ocorrido no começo da semana em Ohio, a senadora Hillary Clinton e o senador Barack Obama, que disputam a vaga do Partido Democrata para a eleição presidencial de novembro, criticaram o Nafta.

Os dois afirmaram que os EUA poderiam descartar o tratado caso o México e o Canadá não aceitassem renegociar os termos do acordo para as áreas trabalhista, ambiental e financeira.

Os senadores democratas respondiam à opinião predominante em Ohio de que o Nafta, selado 14 anos atrás, é o responsável por grande parte do corte em postos de trabalho verificado na região, que realiza suas prévias democratas na terça-feira.

Essa disputa vem sendo apontada como fundamental para definir o candidato do partido à eleição de novembro.

Bush avisou que a retirada do pacto prejudicaria os agricultores e empresários norte-americanos que exportam cerca de 380 bilhões de dólares em mercadorias para o Canadá e o México todos os anos e afirmou que os EUA precisavam honrar seus compromissos comerciais.

Autoridades canadenses e mexicanas também se mostraram alarmadas com a idéia de renegociar o pacto.

“Seria como jogar uma chave de fenda dentro das engrenagens do motor da competitividade na América do Norte”, afirmou Arturo Sarukha, embaixador mexicano nos EUA, ao jornal Financial Times.

Bush alertou ainda que a eventual rejeição pelo Congresso norte-americano de um pacto comercial impopular selado com a Colômbia poderia prejudicar os interesses dos EUA no setor de segurança e disse esperar que os legisladores confirmem acordo em breve. “A votação sobre o comércio livre com a Colômbia aproxima-se”, afirmou Bush.

O país latino-americano já conta com isenção dos impostos alfandegários para a maior parte dos seus produtos, segundo prevê um acordo de privilégio comercial selado no começo dos anos 90.

O tratado em discussão tornaria permanente esses benefícios e estipularia a redução paulatina dos impostos alfandegários da Colômbia para as exportações norte-americanas.

Congressistas democratas afirmaram que os colombianos precisam realizar mais avanços na redução da violência contra sindicalistas e prender os responsáveis por esses atos antes que os EUA assinem o pacto.

Tanto Obama quanto Hillary opõem-se a votar sobre o tratado com a Colômbia neste momento.

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